Redes sociais além do Instagram e do Facebook


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Embora não sejam tão conhecidas como o Instagram e o Facebook, existem plataformas especializadas em alguns setores muito úteis aos usuários. Algumas ajudam as pessoas a entrar em contato com quem comparte os mesmos interesses, outras permitem que os negócios encontrem novos clientes.


Freelancer, rede social para trabalhadores independentes: 27 milhões de usuários e mais de 13 milhões de postos de trabalho oferecidos. Foursquare, plataforma que funciona como uma grande base de dados para registrar pequenos negócios: 50 milhões de usuários e mais de 105 milhões de negócios registrados no mundo. Behance, portal especializado em setores criativos: 10 milhões de usuários. As cifras que tais ferramentas alcançam talvez chamem a atenção. Embora tais portais não estejam na mente de todos, como o Instagram (500 milhões de usuários ativos diariamente) ou o Facebook (2,230 bilhões de usuários ativos mensalmente no primeiro quadrimestre de 2018), também são úteis e ganham adeptos a cada dia. O mundo das redes sociais vai além dos gigantes tecnológicos, e existem outras opções mais especializadas que dão impulso a atividades de certos perfis profissionais e negócios.

Para todo tipo de profissionais e empresários

No panorama profissional em geral, não existe apenas o LinkedIn. Foram lançadas redes sociais orientadas ao mundo empresarial para que cada um possa aumentar seus contatos: de conhecer novos fornecedores a relacionar-se com altos cargos.

Womenalia. É uma das redes sociais mundiais de networking para mulheres profissionais e empreendedoras. Foi lançada com o objetivo de ajudar as mulheres a superar as barreiras que podem encontrar no mercado de trabalho e fomentar sua presença em postos de direção.

As usuárias têm a oportunidade de encontrar especialistas para galgar posições no plano profissional e são oferecidas pautas para que elaborem seu próprio modelo de carreira segundo o perfil de cada uma. O portal também filtra cursos online sobre management e empreendedorismo, além de ter seu próprio diretório com mais de 90.000 ofertas de emprego.

Em geral, as usuárias têm à sua disposição informações, entrevistas, nomeações e vídeos do mundo profissional, ferramentas para aprimorar sua marca pessoal, para encontrar novos clientes (sem têm um negócio) e para assistir a eventos de networking realizados pela rede social.

Cionet. É uma comunidade online dirigida a diretores de tecnologias da informação (TI) da Europa. Atualmente, conta com mais de 5.000 membros. Nesta rede, eles compartilham informações sobre as novidades do mundo TI (como novas estratégias e soluções inovadoras) e também recebem formação especializada para executivos.

Esta plataforma também trabalha para criar alianças com outras entidades a fim de permitir o acesso a novas pesquisas, ferramentas e produtos. Porém, não é fácil entrar neste clube. Existe uma série de requisitos de admissão, como ser CIO (diretor de tecnologia da informação) de alguma empresa com departamento de tecnologia com mais de 20 pessoas ou que a empresa conte com mais de 200 empregados.

Para os pequenos negócios

Quem nunca utilizou o celular para ler opiniões sobre restaurantes ou lojas? As redes sociais de localização e resenhas de negócios são úteis para os consumidores, mas também para seus donos.

Foursquare. Através da Foursquare Location Intelligence, as empresas utilizam as ferramentas de geolocalização para situar seu estabelecimento no mapa, entrar em contato com seus clientes e saber quantas pessoas que passam pela área chegam a entrar no seu estabelecimento. As empresas também podem criar campanhas de propaganda ou lançar promoções especiais.

Yelp. Nela, os negócios dispõem de uma página de controle para atualizar sua informação, postar fotos, incluir categorias de serviços oferecidos e responder aos comentários ou dúvidas dos usuários. Quanto melhores as avaliações de um negócio, mais visível ele será na plataforma. Por outro lado, está a opção de fazer propaganda, habilitada apenas para os Estados Unidos e Canadá.

Para os “freelancers”

Segundo o estudo Intuit 2020 Report, publicado pela Emergent Research e Intuit, em 1989 os freelancers representavam 6% da mão de obra nos Estados Unidos e prevê-se que, em 2020, será de 43% no mesmo país. Em geral, o aumento do número de trabalhadores independentes é uma tendência mundial. Portanto, nasceram plataformas que deixam os freelancers em contato com potenciais clientes. Elas são dirigidas a profissionais de uma grande variedade de áreas, como webdesign, criação de softwares, trabalhadores da área de direito, tradução ou arquitetura.

Freelancer. Nasceu em 2009, sendo uma das plataformas deste tipo mais antigas do mercado. Nela, os freelancers têm acesso a duas fórmulas de trabalho. Por um lado, os pequenos negócios publicam um projeto e cada freelancer envia uma proposta. Depois, as empresas avaliam as várias ofertas e escolhem com quem trabalhar.

Outra opção são os concursos, ou seja: os negócios têm acesso às ideias de vários freelancers e pagam apenas pela que mais gostar. Neste caso, os trabalhadores têm acesso a uma grande quantidade de oportunidades, mas na hora de elaborar seus orçamentos devem se lembrar que será descontado 10% do valor total do projeto ou concurso.

Upwork. Nesta plataforma, os clientes ou negócios publicam um projeto. Através de seu próprio algoritmo, a Upwork analisa os perfis dos freelancers e envia recomendações às empresas sobre os profissionais que poderiam desempenhar as funções de tal projeto. Por sua vez, os trabalhadores podem se envolver completamente em um projeto ou dedicar apenas algumas horas.

Para conseguir o número máximo de clientes possível, é preciso que o usuário faça propostas personalizadas às necessidades de cada projeto. Também deve ter em conta que a plataforma cobrará entre 5 e 20% do valor, segundo a quantia total do projeto.

Para os mais criativos

Se existe algo que prevalece em todas as redes sociais, são as fotografias. As pessoas que se dedicam a uma atividade criativa estão de parabéns, pois podem destacar seus projetos através das imagens e inspirar-se nos projetos dos demais nestas plataformas.

Behance. É dirigida a profissionais do mundo da arquitetura, fotografia, moda, interface e experiência de usuário, além de design gráfico, webdesign e design industrial. Nela, os usuários podem criar um portfolio online de seus projetos. A filosofia desta rede social assemelha-se à do LinkedIn, mas a imagem tem muito mais importância, como acontece em outros portais, como Pinterest ou Instagram.

Dribble.  É uma plataforma para designers gráficos e ilustradores. Qualquer pessoa pode se registrar ou consultar os projetos dos demais. No princípio, o usuário só pode fazer o upload de seus trabalhos de maneira interna: eles serão visualizados no seu perfil e em uma página chamada “rascunho”, e os demais membros podem ver seus desenhos nesta página. Para que os desenhos de uma pessoa se tornem públicos a todo mundo, é preciso receber o convite de algum membro da plataforma.

Domestika. É um portal para profissionais criativos em espanhol. Nele, é possível publicar projetos e interagir com os demais usuários. Através de distintas categorias, como “melhor avaliados”, “mais comentados” ou “mais vistos” as pessoas têm a possibilidade de conhecer os melhores trabalhos. Além disso, também funciona como uma plataforma de emprego e educação, com cursos especializados no mundo do design.

Estes portais também têm semelhanças com as plataformas mais populares. Como em todas elas, a atividade do usuário é crucial. No final das contas, uma rede social “em branco” é uma rede morta. Compartilhar informação de qualidade, interagir com os seguidores, dinamizar as conversas e utilizar conteúdo audiovisual continuam sendo a essência. Em resumo, trata-se de ser proativo. Eis o segredo para triunfar nestas e em todas as redes sociais.

Por Alba Casilda

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