A colaboração marca o futuro da inteligência artificial

O Facebook embarcou nesta filosofia abrindo sua plataforma, a fim de que criadores externos pudessem pensar em aplicativos específicos.

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Joseph Spisak é gerente de um grupo de inteligência artificial do Facebook que desenvolve seus projetos com a filosofia ‘open source’, que defende o compartilhamento de dados e de códigos como método de colaboração entre criadores


O conceito open source, filosofia que defende o compartilhamento de dados e de códigos entre criadores, está presente na comunidade tecnológica há vários anos. Porém, as grandes empresas, preocupadas com as patentes e querendo se adiantar à concorrência, encaravam esse tipo de cooperação com certo receio. No entanto, nos últimos anos, elas começaram a assumir tais dinâmicas para dar impulso à criatividade de suas equipes e ampliar seu aprendizado com os conhecimentos derivados da colaboração em massa.

O Facebook embarcou nesta filosofia abrindo sua plataforma, a fim de que criadores externos pudessem pensar em aplicativos específicos ao mesmo tempo em que se nutriam dos recursos da empresa de Zuckerberg, que por sua vez oferecia novos serviços e aprendia com as novas criações.

A mesma filosofia é seguida pelo Facebook AI Research, com sua plataforma PyTorch, que oferece uma interface única para pesquisar sobre Inteligência Artificial, trabalhar com aprendizagem automática e criar novos produtos e serviços. Joseph Spisak é gerente deste tipo de equipe e segue esta metodologia desde a época em que era criador de chips especializado em vídeo e tecnologia móvel: “Há sete anos, comecei a me interessar por deep learning e machine learning graças a grupos de open source“.

Desde aquela etapa, Joseph se mantém atento à importância da colaboração: “No campo da Inteligência Artificial, não podemos ser líderes se não estivermos abertos a colaborar“. Aliás, a colaboração deixou de acontecer unicamente entre criadores e abriu-se a outras empresas, como Amazon, Google e Microsoft, já que, segundo Joseph: “Quanto mais softwares e hardwares sejam compatíveis com a PyTorch, mais fácil será para os criadores de inteligência artificial construir, treinar e dar impulso ao apogeu dos modelos de aprendizagem profunda”.

As últimas melhorias da plataforma envolvem criar uma interface mais simples de ser utilizada, que aglutine toda a informação em um mesmo canal e que a torne acessível a usuários menos especializados. Por isso, o Facebook se aliou a plataformas de cursos on-line para que utilizem a PyTorch como base para difundir seus conteúdos. Até a Universidade de UC Berkeley (Califórnia, EUA) utilizou tal plataforma para trabalhar com algoritmos de identificação automática de imagens.

Uma das vitórias da PyTorch foi o desenvolvimento de melhorias na área da tradução automática. Em maio de 2018, por exemplo, uma criação presente na PyTorch permitiu que o Facebook fizesse seis bilhões de traduções de textos diárias. Uma pequena mostra do que a colaboração entre criadores, empresas e instituições educativas pode fazer para dar impulso à Inteligência Artificial.

 

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