Um “app” para classificar os edifícios de acordo com seu grau de acessibilidade

Bruno Mahfuz criou o Guiaderodas, aplicativo que classifica os edifícios de acordo com a sua adaptação aos deficientes.

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Bruno Mahfuz criou o Guiaderodas, aplicativo que classifica os edifícios de acordo com a sua adaptação aos deficientes


A vida de Bruno Mahfuz mudou aos 17 anos, quando um acidente o deixou em uma cadeira de rodas. Porém, além da perda de mobilidade, Bruno experimentou uma mudança de percepção. Ele começou a notar os grandes obstáculos enfrentados no dia a dia pelas pessoas com mobilidade reduzida: edifícios repletos de escadas, meios-fios inesperados e espaços simplesmente inacessíveis.

Com uma mistura de raiva e espírito empreendedor, Bruno decidiu combater esta situação utilizando a tecnologia. Para tanto, criou o Guiaderodas, aplicativo que permite catalogar os edifícios em função de sua acessibilidade. Nele, os usuários pontuam os locais visitados, como se fosse uma página de recomendações. A diferença é que, em vez de avaliar a comida ou o tratamento oferecido ao cliente, são analisados acessos, obstáculos e facilidades para deficientes.

Hoje, este aplicativo reúne informação sobre locais em mais de 900 cidades de 62 países. Segundo seu criador, o mais interessante é que as descrições não são feitas apenas por pessoas com mobilidade reduzida, pois ele calcula que 65% dos usuários do app não têm nenhuma deficiência.

A outra face do projeto oferece assessoria a empresas, com o objetivo de transformar seus edifícios em locais mais acessíveis. Bruno, que foi um dos vencedores dos prêmios Inovadores Menores de 35 América Latina 2018 da revista MIT Technology Review em espanhol, não tem dúvida: “As empresas são beneficiadas economicamente, pois entre um restaurante adaptado e outro não, uma pessoa com mobilidade reduzida nunca terá dúvida.” Um dos edifícios construídos com a sua colaboração foi a nova sede do Banco Santander, em São Paulo, que já conta com a certificaçãoGuiaderodas, creditando-o como um edifício acessível.

Para Bruno Mahfuz, o fato de que grandes empresas se envolvam neste projeto é fundamental para “dar o exemplo” e conscientizar a sociedade: “Nossa meta é desaparecermos, pois neste momento saberemos que não precisamos mais prestar nossos serviços, já que tudo será acessível.”

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