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 Superalimentos: o boom da alimentação saudável

Superalimentos: o boom da alimentação saudável

Ao mesmo tempo em que a preocupação com uma dieta saudável cresce entre a população, os supostos superalimentos vão sendo introduzidos nas prateleiras dos supermercados e na dieta de muitas pessoas. A eles são atribuídos todos os tipos de benefícios.


Um superalimento é aquele que reúne um elevado número de nutrientes essenciais para o organismo e contém poucas calorias e nenhuma substância nociva. Sua inclusão na dieta é recomendada por todos os nutricionistas, embora não haja consenso sobre o que são ou quantos existem. Há alguns que cativam o consumidor devido ao seu exotismo; outros, por outro lado, já vêm sendo consumidos de forma regular sem que a gente tenha conhecimento de todas suas vantagens. Em geral, para que um alimento passe para a categoria de superalimento, ele deve possuir um baixo teor calórico e reunir uma boa parte destes elementos:

  • Ácidos graxos não saturados: controlam os níveis de colesterol, fortalecem o sistema imunológico...
     
  • Fibras: aceleram o trânsito intestinal e previnem o câncer de cólon.
     
  • Fitocompostos: moléculas de origem vegetal, como as isoflavonas, capazes de prevenir doenças crônicas.
     
  • Minerais: como ferro, fósforo, cálcio...
     
  • Vitaminas: A, fundamental para visão, pele e ossos; B, em todas suas variedades; C, ajuda o sistema imunológico; E, um antioxidante natural; K, favorece a coagulação do sangue..

"Incluir superalimentos na nossa dieta não fará milagres, mas ajudará a melhorar nossa saúde"

Há muitos mais superalimentos do que imaginamos e incorporá-los na dieta é mais fácil do que parece. Podemos escolher entre os mais inovadores ou os mais comuns: o importante é ser constante em seu consumo para cuidar da nossa condição física a longo prazo e encurralar aqueles alimentos que prejudicam nossa saúde. Estes são alguns exemplos, recopilados em A Revolução Smartfood:

 

5 superalimentos inovadores:

Quinoa: procedente dos Andes, há alguns anos já é moda no Ocidente. Contém 14 gramas de proteínas por 100 e é rica em aminoácidos essenciais, como a lisina, que ajuda a fixar o cálcio nos ossos e na formação de anticorpos e enzimas.

Soja: um dos pilares da comida oriental, uma leguminosa muito rica em proteínas (36 gramas por 100), sem nada de colesterol e cujo consumo também reduz seu nível. É rica em vitamina A, B e E, minerais como magnésio, potássio, fósforo ou cálcio e isoflavonas, que são atribuídas à prevenção de alguns tipos de tumores, como o de mama. Os grãos de soja, a bebida de soja ou o tofu são algumas das suas formas de consumo.

Cúrcuma: considerada sagrada em algumas culturas orientais, é anti-inflamatória e possui propriedades antitumorais. Acredita-se, ainda, que previne a obesidade e a diabetes.

Sementes de linho: têm uma concentração extraordinária de ômega 3; uma única colher de sopa é suficiente para cobrir as necessidades diárias. Também são muito ricas em proteínas e fibras: duas colheres de sopa por dia, em saladas ou iogurtes, previne a prisão de ventre.

 Kale (couve-de-folhas): este tipo de couve, muito parecida com o repolho, possui propriedades antioxidantes. Tem um alto teor de cálcio, ferro, magnésio, potássio e fibra. Também contém vitaminas E, A, K e C, com a vantagem de ser muito baixo em calorias.

 

5 superalimentos de sempre:

Azeite: o superalimento por excelência da dieta mediterrânea. Muito rico em vitamina E, polifenóis, ácido oleico e ácidos graxos poliinsaturados (ômega 3 e ômega 6). Vários estudos atribuem a ele uma redução de problemas cardiovasculares como ataque cardíaco e o acidente vascular cerebral. Além disso, com moderação, previne o excesso de peso. Melhor consumi-lo cru.

Alho: é atribuído à prevenção dos cânceres de estômago e cólon porque retarda a proliferação da bactéria Helicobacter pylori. Melhor consumi-lo cru, para temperar saladas, passado no pão ... Seu complemento ideal, a cebola, também protege contra úlceras e gastrites, contendo o mesmo componente: a alicina.

Nozes: com moderação, por causa de sua carga calórica, agem quase como um suplemento vitamínico natural. Oito nozes contêm dois gramas de ômega 3, que cobrem nossas necessidades diárias de um ácido graxo fundamental para proteger o coração e as artérias. Também é atribuído à proteção contra o Alzheimer.

Berinjelas: contém antocianina, uma molécula antioxidante presente na pele e que também é encontrada em outros superalimentos, como repolho vermelho, cereja, morango, maçã vermelha ou ameixa. Também possui quantidades significativas de fibra e potássio, que nos ajuda a controlar a tensão.

Chocolate: evita o envelhecimento graças a uma molécula, a quercetina, mas deve ter pelo menos 70% de cacau. É atribuído a ele grandes benefícios ao coração: alguns pedaços por dia contribuem para reduzir a tensão, melhorar a elasticidade do sangue e reduzir o colesterol. Devido à sua elevada quantidade de gordura e açúcares, o consumo deve ser moderado.

Incluir vários ou todos esses superalimentos na nossa dieta não fará milagres, mas ajudará a melhorar nossa saúde. No entanto, não devemos esquecer outras recomendações, defendidas por nutricionistas e agências como a Organização Mundial da Saúde, e que vão ajudar a equilibrar nossa dieta:

  • Fuja dos alimentos processados por causa de seu alto teor de gorduras, açúcares e sal.
     
  • Elimine as bebidas açucaradas.
     
  • Limite o consumo de carne vermelha.
     
  • Aumente a ingestão de verduras, frutas, legumes e cereais integrais.
     
  • Beba dois litros de água por dia.