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Prós e contras dos cinco carros elétricos mais vendidos

Prós e contras dos cinco carros elétricos mais vendidos

Eles não poluem nem fazem barulho e seduzem muitos motoristas. Os carros alimentados por bateria ganham espaço no mercado, entre outras coisas porque os designs melhoraram bastante e porque a autonomia aumentou. Agora você pode ter certeza de que não vai deixar você na mão (ou a pé).


No ano passado, 8.645 veículos elétricos foram registrados na Espanha. Parece pouco (e é verdade que não são muitos), mas a cifra não é tão ruim assim: as vendas cresceram 82% em comparação com 2016, segundo dados da Associação Espanhola de Fabricantes de Automóveis e Caminhões (Anfac). O futuro passa por automóveis limpos. Os carros elétricos vieram para ficar.

Os motivos são fáceis de entender. Para começar, porque poluem menos e é necessário reduzir as emissões. A Agência Europeia do Meio Ambiente observa que 13% das partículas poluentes nos 28 países da União Europeia provém do transporte rodoviário e os veículos elétricos são a alternativa real aos motores de combustão.

Além disso, o preço dos carros com bateria não é mais tão alto. Eles continuam sendo mais caros do que os modelos tradicionais, mas no caso da Espanha, a ajuda da administração pública (com subsídios de até 5.500 euros nos diferentes planos de apoio do governo) é um aliciante para os motoristas. Sem esquecer que existem isenções fiscais e que o preço da eletricidade é menor que o dos combustíveis tradicionais.

E quanto à autonomia? Quando os elétricos começaram a ser comercializados, com um modelo desse tipo havia segurança para a ida, mas não tanto para a volta. Os automóveis atuais melhoraram muito e cobrem as necessidades urbanas de qualquer usuário.

Na estrada ainda não, mas a solução para esse problema é uma questão de (pouco) tempo. A evolução das baterias provavelmente será rápida e muitos veículos vão poder receber cargas mais potentes, sem a necessidade de trocar de carro. Até então, estes são os elétricos que mais seduzem os motoristas.
 

RENAULT ZOE

Nascido diretamente como um elétrico puro (não baseado em uma versão anterior), possui uma autonomia teórica de 403 quilômetros. O valor real cai para cerca de 300 quilômetros, o que não é ruim. 

Preço: a partir de 21.000 euros

A favor: Além da autonomia, seus 92 CV respondem bem na cidade, corretamente na estrada e de maneira aceitável em uma autopista. Não é grande (4,08 metros), mas acomoda cinco adultos relativamente bem. A tela central oferece uma informação muito completa.

Contra: O interior é um pouco austero, com poucos detalhes.
 

NISSAN LEAF

O elétrico mais vendido do mundo também tem uma aceitação muito boa na Espanha e ainda mais agora que a marca japonesa atualizou o modelo. E melhorou muito, com uma autonomia real que ultrapassa os 300 quilômetros.

Preço: a partir de 29.800 euros

A favor: Inclui o sistema ProPilot de condução semiautônoma, capaz de se ocupar de tudo sozinho na autopista (indo sempre na mesma faixa, é claro). Por falar em dirigir, o novo Leaf é muito mais preciso. Quanto ao design, agora é muito mais bonito. Parece um carro normal e não um veículo elétrico esquisito, como costumava ser.

Contra: Embora o e-Pedal possa ser uma vantagem, devido à novidade do sistema, seu funcionamento não é muito claro. Com esse sistema é possível acelerar e frear completamente o carro com o acelerador, de forma muito mais acentuada do que em outros elétricos, e ao mesmo tempo a energia é regenerada.

Mas é difícil se acostumar, a resposta é muito brusca. Por outro lado, o conforto interior e a habitabilidade não são seu ponto forte, apesar do seu comprimento (4,48 metros).
 

BMW i3

Perfeito para motoristas que procuram originalidade. Com seu design sofisticado e distintivo, de aspecto futurista, é o elétrico mais chamativo.

Preço: a partir de 38.200 euros

A favor: Um motor muito poderoso (170 CV) e uma aceleração de modelos de alma esportiva: de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos. E isso significa que é ágil, rápido e muito divertido para circular pela cidade.

Além disso, a autonomia melhorou e atinge os 300 quilômetros oficiais (até 230 de uso real). E é um BMW, com todo o caráter (e qualidade) que a marca alemã oferece.

Contra: Tem um porta-malas pequeno, apenas quatro lugares e um acesso complicado aos bancos traseiros.
 

SMART FORTWO

Outro elétrico com espírito urbano que exibe todas as virtudes de seu irmão de combustão: um carro ágil, fácil de dirigir e fácil de estacionar.

Preço: a partir de 12.175 euros

A favor: Um novo design muito atraente e uma oferta especial de uma empresa elétrica: 10 mil quilômetros de recargas gratuitas. Além disso, se o motorista for fazer uma longa viagem por estrada, a marca oferece um Mercedes para alugar a um preço especial.

Contra: O Smart elétrico (que também é comercializado nas versões Cabrio e Forfour) falha na autonomia, que permanece em cerca de 120 quilômetros de uso real. Não é muito, embora para a cidade seja suficiente.
 

VOLKSWAGEN E-GOLF

O compacto alemão está no mercado há quase quatro anos e, em 2017, deu um grande salto de qualidade com uma nova versão: a autonomia aumentou para 300 quilômetros oficiais (até 230-240 em uso real) e o motor também ganhou potência, alcançando até 136 CV.

Preço: a partir de 692,49 euros/mês

A favor: Além de uma boa aceleração (de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos), oferece uma condução silenciosa e relaxante (como na maioria dos elétricos) e, acima de tudo, muito semelhante à dos carros tradicionais. Sem esquecer que é um Golf e o que isso significa em termos de imagem, espaço, apresentação e qualidade geral.

Contra: O preço é bastante alto e o porta-malas é muito pequeno.