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 Piso Radiante: Custo vs. Eficiência

Piso radiante: custo vs. eficiência

O verão europeu vai chegando ao fim e daqui algumas semanas a roupa de frio ocupará o lugar da roupa de calor nos armários e você terá de revisar seu sistema de aquecimento para que ele esteja pronto para o inverno. Se possui radiadores elétricos, caldeiras de gás ou simplesmente usa braseiros e aquecedores este é o momento ideal para repensar se o sistema da sua casa é o correto ou se há alternativas mais baratas, eficientes e respeitosas com o meio ambiente.


Uma opção cada vez mais forte é o piso radiante, um sistema que permite economizar bastante sem sacrificar o conforto, além de ser mais ecológico do que os sistemas tradicionais de aquecimento já que é mais eficiente. Existem, principalmente, dois tipos: aqueles que geram calor através de tubos de água e aqueles que são projetados para operar com resistências elétricas.

Embora esta alternativa seja desconhecida por muita gente, a verdade é que sua existência remonta à era romana do primeiro século antes de Cristo, quando o engenheiro Cayo Sergio Orata aperfeiçoou um modelo de aquecimento do chão, que atendia os clientes dos banhos termais do império e era denominado hipocausto. Hoje, dois mil anos depois, as empresas de reforma instalam sistemas que, com base nessa ideia, permitem às residências do século XXI lutar contra as inclemências do inverno. Vamos analisar as características e os elementos diferenciais do piso radiante em comparação com os sistemas tradicionais de aquecimento.

 

1. É mais barato

Embora o piso radiante precise de um investimento inicial, ao ser mais eficiente ele permite economias mensais na sua conta de luz, fazendo com que você amortize rapidamente a aquisição, especialmente se falamos de piso radiante por água. Este sistema atinge temperaturas de 25 a 29 graus na casa sem consumo excessivo porque é eficiente e imediato – ou seja, ele emite calor de forma direta e permite a regulação por termostatos localizados em todos os cômodos.

A economia no consumo mensal de energia pode ser de 20%, já que a origem do calor está localizada sob o piso de forma uniforme, obtendo uma maior eficiência (e conforto) em comparação com os sistemas convencionais (radiadores) com menor temperatura das fontes de calor.

Quanto ao desembolso inicial, ele varia muito dependendo da qualidade dos materiais e da empresa da reforma, mas de acordo com a plataforma Certicalia, o valor médio da instalação é de 40 euros por metro quadrado, em que se deve somar ainda as despesas de armazenamento e aquelas causadas por ter de estar alguns dias fora de casa.

 

2. Reduz a secura

Os aquecedores tradicionais fazem com que seja necessário colocar umidificadores contra a secura, especialmente se crianças ou idosos vivem na casa – e se queremos evitar passar o inverno na sala de espera do médico com gripe, resfriados e problemas respiratórios.

Os radiadores reduzem a umidade para menos de 20%, quando os profissionais de saúde recomendam uma taxa mínima de cerca de 40%, algo mais fácil de alcançar com sistemas de aquecimento por piso radiante. Como a fonte de calor está localizada no chão e é distribuída por toda a casa, há muito menos secura ambiental e, além disso, reduz-se a quantidade de poeira – fatores muito importantes a serem considerados, principalmente se a propriedade estiver localizada em regiões naturalmente secas.

 

3. É mais estético

Se você decidir colocar piso radiante na sua casa, diga adeus a radiadores, estufas, aquecedores, braseiros e qualquer outro tipo de dispositivo que emite calor e que, além de ocupar espaço, é antiestético. A casa será mantida na temperatura desejada de forma uniforme, sem elementos visíveis que dificultam a colocação de móveis ou decorações nas paredes. Você pode aproveitar melhor a distribuição da casa, encaixando melhor aquele estante ou pondo uma cama extra no quarto de hóspedes, coisa que antes não dava porque havia um radiador enorme.

 

4. Existem várias opções

Existem atualmente dois tipos de aquecimento por piso radiante. O mais procurado é aquele que usa água como matéria-prima para aquecer a propriedade. O sistema requer a instalação de tubos por toda a dimensão da residência sob o piso, que pode ser de madeira, mármore, carpete ou outro material. Esses tubos conduzem a água quente, transmitindo calor ao ambiente da casa e, para produzir energia, podemos usar caldeiras a gás, bombas de calor, painéis solares ou qualquer outro sistema de geração.

A outra opção é usar um piso radiante elétrico e que funciona com resistores instalados sob o pavimento por meio de um circuito de chave ou malha de aquecimento, que é colocado sobre uma chapa isolante. É uma evolução do sistema de tubos de água e permite realizar a instalação de uma forma mais rápida, simples e econômica.

Para saber qual dos dois sistemas se adequa melhor às suas necessidades, peça uma opinião especializada e solicite um estudo sobre a localização do imóvel, a área de superfície disponível e os metros que precisam ser aquecidos. Embora o normal, se você tem uma caldeira de gás natural em casa, seja apostar pelo sistema de piso radiante por água, para evitar sustos na conta de luz, não são todos os casos em que se deve descartar o piso elétrico radiante, pois pode ser lucrativo por sua velocidade de resposta, eficiência energética e instalação rápida com baixo custo. Se este for seu caso, recomendamos que você contrate um tipo de tarifa elétrica com discriminação horária, para limitar o impacto na conta mensal de luz.

 

5. Certas desvantagens que são convenientes analisar

Quanto às principais desvantagens, a primeira coisa a observar é que o piso radiante é chato de instalar se não se trata de uma casa que será renovada ou de uma propriedade nova. Remover o mobiliário da casa, levantar o chão e instalar o novo sistema de aquecimento subterrâneo é um processo trabalhoso e você terá de sair da casa por alguns dias.

Outro elemento a destacar é que, ao usar o piso radiante por água, o tempo necessário para aquecer a casa é maior do que os sistemas tradicionais de aquecimento, uma vez que são utilizadas temperaturas mais baixas. Por isso não se deve ligar e desligar, a menos que você vá passar longos períodos fora de casa. Além disso, você deve realizar inspeções periódicas e reciclar a água do circuito para evitar que as impurezas reduzam a eficiência da instalação.

Agora que você já sabe o que é e como funciona o piso radiante, pode considerar sua instalação em casa. Faça seus cálculos para ver se ele se encaixa no seu orçamento familiar e contrate um especialista de confiança para aconselhar qual sistema se encaixa melhor ao seu imóvel e é mais adequado às suas necessidades.