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¿Qué puede hacer el Big Data por tu negocio?

O que o Big Data pode fazer pelo seu negócio?

Até mesmo as pequenas empresas podem usar big data. E elas têm parceiros para ajudá-las a aproveitar esse recurso ao máximo.


“Existem muitos dados. O desafio é saber como utilizá-los”, afirma Ayman El Tarabishy, ​​professor do departamento de Administração da Universidade George Washington, em Washington (Estados Unidos), e diretor executivo do Conselho Internacional para Pequenas Empresas. “Estamos saindo dos dados e indo para as informações e para o conhecimento sobre o qual podemos agir.”

As pequenas empresas ficam para trás com relação às grandes empresas no que diz respeito a aproveitar ao máximo o big data, as ferramentas digitais e as análises. De acordo com uma pesquisa feita pela International Data Corporation (IDC) com quase 4 mil executivos de pequenas e médias empresas em 14 países, as empresas maiores e de crescimento mais rápido usam mais aplicativos, entretanto, o uso geral dos recursos de software está aumentando. O número de soluções em uso subiu para uma média de 4,8 em 2017 – contra 3,8 no ano anterior.

“Há um grande abismo entre as informações e os dados que estão disponíveis, e a vontade e a capacidade das organizações para usá-los”, diz Andrew Fearne, professor de Gerenciamento da Cadeia de Valor da Universidade de East Anglia, em Norwich (Reino Unido).

“Se você é dono de uma pequena empresa, é muito apaixonado pelo que faz”, comenta. “Você é muito orientado para a produção. Gosta da parte da criatividade. Se recebe informações dizendo que seu desempenho está baixo em comparação com seus concorrentes, isso não será bem recebido.”

Segundo o professor Fearne, como muitas pequenas empresas oferecem produtos de nicho, elas têm uma necessidade ainda maior de dados detalhados sobre seu mercado-alvo se comparadas com as grandes empresas que visam a um mercado de massa.

“As pequenas empresas geralmente confiam na intuição e nas redes para compreender os mercados”, afirma Geoff Simmons, professor de Administração da Queen's University, em Belfast (Irlanda do Norte). “O big data é difícil de ser entendido pelas pequenas empresas, porque elas normalmente não contam com cientistas de dados.”

No entanto, assim como os aplicativos transformaram todo tipo de coisa em algo tão simples como um clique ou um toque, muitos fornecedores de software aproveitaram a oportunidade para criar análises de dados fáceis de usar para as pequenas empresas. Além disso, as oportunidades de autoatendimento, como verificar as principais consultas on-line ou o tráfego da web, são simples de serem utilizadas pelas pequenas empresas para obter informações comerciais, benchmarks em relação à concorrência ou ao setor e muito mais. E alguns sites de crowdsourcing oferecem serviços de processamento de dados.

“Os programas estão chegando ao ponto em que pequenas empresas podem obter  ferramentas de análise de maneira acessível”, afirma o professor Simmons.

Mesmo os grandes fabricantes de software de Planejamento de Recursos Empresariais (ERP) estão oferecendo versões para pequenas empresas, comenta Ricard Puigferrat, fundador da Back to Basics Management e coautor com Eric Weber e Carme Coll da análise de 1,2 milhão de empresas espanholas de 2007 a 2014 para o Back to Basics Business Barometer da IESE Business School.

“No entanto, as pesquisas da IESE mostram que as grandes e pequenas empresas usam melhor o ERP quando aderem ao pacote padrão”, adverte Puigferrat. Elas podem personalizá-lo, para escolher quais conjuntos de dados são relevantes, mas enfrentam problemas se adaptam o software, ou seja, mudam linhas de código nos programas.

Uma empresa que modifica o software original “pode ​​ter uma tecnologia premium, mas talvez seja impossível obter os KPIs básicos [indicadores-chave de desempenho] dos quais ela precisa”, explica Puigferrat.

“Há um grande abismo entre as informações e os dados que estão disponíveis, e a vontade e a capacidade das organizações para usá-los”

As pequenas empresas também podem recorrer a parceiros, como bancos, seguradoras, empresas de cartões de crédito e grandes comerciantes varejistas que coletam, agregam e analisam dados.

Por exemplo, o Banco Santander lançou o “Mi Comercio”, uma ferramenta de big data em um aplicativo simples que permite às empresas coletar informações sobre os hábitos de consumo de seus próprios consumidores, bem como os da concorrência. O programa fornece uma análise de big data de informações agregadas e anônimas no ponto de venda. Os clientes podem ver métricas como a fidelidade, a idade, o perfil social ou o nível de renda dos consumidores. As empresas também podem verificar os dados de faturamento, transações ou consumo médio, como a hora do dia em que a maioria dos consumidores compra, ou saber se atraem mais consumidores do que seus concorrentes.

O professor Simmons trabalha com um grande comerciante varejista, respaldado por uma agência governamental, para fornecer às pequenas empresas acesso a informações de alto custo sobre os consumidores capazes de transformar seu negócio.

"Se você junta isso com o big data, há uma chance real de fazer a diferença para as pequenas empresas"

As universidades também podem ajudar as pequenas empresas a compreender o big data. “Se você não tem tempo ou não entende a tecnologia, pode enviar um e-mail para sua universidade local”, conta o professor Fearne. “Temos estudantes que querem entender como as coisas funcionam no mundo real e que podem assumir essa tarefa.”

Os bancos de dados gratuitos também podem ser um tesouro de informações. O Banco Mundial, a Corporação Financeira Internacional, as administrações governamentais das pequenas empresas e as agências de censos são alguns recursos. Muitas empresas vendem por meio de plataformas na internet e sites de redes sociais, que oferecem análises.

De acordo com o professor Fearne, as empresas precisam se perguntar “quem são as pessoas que querem meu produto e onde elas estão?”. Ao coletar dados sobre o código postal de cada loja e anexá-los aos dados do censo, uma empresa pode ter uma melhor ideia geográfica e demográfica de quem vive ao redor das melhores lojas e por que as outras lojas não estão tendo sucesso.

“As pequenas empresas têm uma vantagem sobre as grandes empresas na medida em que são mais flexíveis e podem se mover rapidamente”, afirma o professor Simmons. “Se você junta isso com o big data, há uma chance real de fazer a diferença para as pequenas empresas.”

Por Catherine Bolgar