The Daily Prosper
Cómo estar bien informado en la sociedad de la información

Como ficar bem informado na sociedade da informação

As novas tecnologias multiplicaram, até limites inacreditáveis, a quantidade de informação a que temos acesso. Para saber disso, basta entrar na internet. Porém, elas também tornaram cada vez mais complicado distinguir o fake do útil.


Quando digitamos “como informar-se” no Google, ele nos oferece mais de 980 mil resultados. Somando variações do termo, buscas em outros idiomas e outros detalhes, chegaremos a milhões de opções de escolha. O atual acesso instantâneo a uma quantidade sem precedentes de informação disponível se transformou, em certos casos, na sobrecarga de informação conhecida como infoxicação, que por sua vez desencadeia em situações de estresse, podendo levar ao abandono do próprio esforço de informar-se. Segundo dizem, a chave reside em filtrar a informação.

Mas como fazê-lo? Onde encontrar dados confiáveis? Como interpretá-los? Várias perguntas surgem nesse momento. Não basta entrar no Google e escolher a primeira opção. Ou, pelo menos, não deveria bastar. Devemos buscar, ordenar e priorizar o conteúdo. Em primeiro lugar, as fontes. É difícil saber quem proporciona uma informação verídica e contrastada online, mas existem alguns elementos comuns que nos ajudam a separar o joio do trigo.

Um bom conteúdo apresenta cifras, contexto e faz referência sobre as fontes de informação nas quais se baseia. As páginas com esse tipo de conteúdo são atualizadas e transparentes: deixam claro seus proprietários, autores, patrocinadores etc. Também é importante conhecer os autores e promotores de certa informação. Se buscamos dados concretos sobre um tema altamente especializado, será sempre mais útil procurar especialistas na matéria e instituições reconhecidas. Com tudo isso em mãos, surge uma lista de fontes confiáveis que exigirá atualização e organização.

Organizar o conteúdo: aplicativos para usuários e profissionais

Porém, e apesar de termos feito um bom primeiro filtro de nossas fontes de referência, continuaremos recebendo uma enorme quantidade de informação, até mesmo quando só consultamos essas fontes selecionadas. Criar listas de usuários do Twitter, seguir páginas do Facebook e assinar determinados blogs podem ser soluções práticas, embora pouco eficientes. No mercado, existem aplicativos de internet e de celular capazes de ajudar nesse trabalho:

  • Pocket. Este aplicativo, criado em 2007 por Nate Wainer, nos ajudar a guardar artigos, vídeos e outras coisas interessantes da internet para vê-las mais tarde. Funciona em qualquer dispositivo e pode ser consultado mesmo quando estamos offline. Atualmente, soma mais de 22 milhões de usuários registrados e está integrado a mais de 1.500 aplicativos.
  • Flipboard. É um aplicativo para tablets e smartphones que funciona como uma revista digital. Escolhemos temas gerais e o sistema faz um crivo de fontes, além das que o usuário tenha escolhido. Através do Flipboard, podemos compartilhar conteúdo em praticamente qualquer rede social (Twitter, Facebook, Instagram, Google+, YouTube, LinkedIn etc). O Pocket pode ser integrado a este aplicativo.
  • Feedly. Em 2013, quando o Google Reader acabou, foi preciso encontrar uma alternativa rápida: o Feedly. Hoje, ele se mantém como um dos agregadores de conteúdo mais práticos do mercado. Agregamos as fontes de consulta a partir dos seus canais RSS e, do aplicativo, vemos as notícias classificadas por categorias previamente personalizadas.
  • Storify. É uma ferramenta de meios sociais que permite criar histórias a partir de vários recursos da rede e de redes sociais como o Facebook e o Twitter. Pode ser usado para reunir informações e imagens sobre qualquer tema, personalizá-lo e mais tarde compartilhar a história.

No mundo dos profissionais, especialmente entre os que trabalham fazendo a curadoria de conteúdo (buscando, filtrando e selecionando conteúdo relevante), também existem ferramentas pagas que facilitam o trabalho:

  • Curata. É um software de marketing de conteúdo lançado em 2010 pela empresa de mesmo nome. Utiliza a aprendizagem automática, o processamento da linguagem natural e a inteligência artificial para encontrar e compartilhar facilmente conteúdos específicos de uma indústria de blogs e redes sociais.
  • Scoop.it. Este aplicativo organiza os conteúdos filtrados em diferentes painéis que podem ser facilmente compartilhados nas redes sociais. Os painéis podem ser públicos ou privados, quem decide é o usuário. Oferece uma versão para usuários não profissionais e outra para empresas, que inclui análises e a possibilidade de integrar-se a diferentes serviços (Drupal, Wordpress, Mailchimp, redes sociais etc.)

O futuro dos aplicativos

No mundo inteiro, segundo dados do relatório Digital News 2017 da Reuters Institute, 54% dos usuários informam-se através do Facebook. Na internet, as notícias surgem a partir da classificação estabelecida por um algoritmo. A mesma coisa acontece com aquelas mostradas pelo Google no seu buscador. O desenvolvimento e a melhoria dos algoritmos de inteligência artificial parecem apontar que o futuro próximo da informação inclui ainda mais automatização.

Os aplicativos mostrarão a informação que julguem apropriada em função de buscas prévias, gostos e tudo o que saibam do cliente. Para evitar que esses filtros ocultem conteúdos importantes, será necessário melhorar os hábitos de uso das redes. Caso contrário, no Facebook só aparecerão notícias sobre nosso filme ou time preferido.

Por María C. Sánchez