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Como faremos para conviver com robôs inteligentes?

Como faremos para conviver com robôs inteligentes?

O escritor e conferencista Calum Chace explica que as máquinas inteligentes vão alterar nossa maneira de viver, de como trabalhamos até como nos relacionamos.


 

As máquinas se transformarão em seres mais inteligentes que os humanos? Como a sociedade se transformará caso isso aconteça? Estas são algumas das perguntas propostas pelo conceito da Singularidade, que afirma que os robôs podem chegar a superar a raça humana. Defensor dessa ideia, o escritor e conferencista Calum Chace afirma que a chegada da inteligência artificial vai alterar completamente nossa economia e estilo de vida.

Chace, autor de livros sobre a repercussão dos robôs inteligentes, como The Economic Singularity, Surviving AI y Pandora’s Brain, é um apaixonado pelas histórias de ficção científica. Quando se retirou da vida profissional relacionada ao mundo dos negócios, começou a se perguntar se tais histórias poderiam se tornar realidade, chegando ao ponto de que a inteligência artificial domine nossas vidas.

Seis anos mais tarde, ele garante que, em algumas décadas, a inteligência artificial acabará superando a humana e que seus efeitos poderão ser equiparados à invenção da agricultura. Portanto, devemos estar preparados para as mudanças que isso acarretará nas diferentes esferas do nosso dia a dia.

Segundo Chace, o âmbito laboral será um dos que mais tenham que se renovar, já que grande parte dos postos de trabalho serão substituídos por robôs. Chace, que foi conferencista na última edição do EmTech France 2017, costuma dar o exemplo do desenvolvimento de veículos sem condutores e da condução automática.

Segundo ele, em alguns anos, graças à redução dos custos nas frotas comerciais desses veículos, será possível prescindir dos motoristas de táxi, vans e ônibus. Além disso, se temos que esperar a idade adulta para aprender a dirigir, um robô pode fazê-lo melhor e mais rápido.

Analisando tudo isso, Chace, que durante 30 anos foi consultor na transformação de pequenas e grandes empresas, explica que é necessário estabelecer um plano para nos adaptarmos a uma nova sociedade, pois nenhuma economia se sustenta com grande parte da população desempregada.

Para Chace, devemos fazer uma transição à economia da singularidade, com o consenso de empresas, governos e bancos. O objetivo é criar um modelo no qual os seres humanos possam conviver com máquinas altamente competentes. Um desafio frente ao qual ele se mostra otimista: “Acredito que sejamos capazes de fazer tudo isso com sucesso.” Porém, é imprescindível começar o mais rápido possível, já que o impacto será enorme. No espaço de duas gerações, os robôs superinteligentes não nos farão apenas trabalhar de maneira diferente, mas nos relacionar de maneira distinta e até amar de outra maneira.