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5 ideias para lidar com a contabilidade doméstica de forma eficaz

5 ideias para lidar com a contabilidade doméstica de forma eficaz

Para examinar o estado de saúde da sua economia familiar, responda estas três perguntas. Posso chegar sem problemas no final do mês? Posso seguir adiante se amanhã eu perco meu emprego? Tenho recursos financeiros para assumir umas despesas extraordinárias em função de uma emergência?


De acordo com o Banco da Espanha, no seu programa Finanças para todos, se houver algum “não” em qualquer uma de suas respostas, sua economia doméstica precisa de um tratamento preventivo. Viver sem angústias e com uma segurança financeira permanente é possível quando se aplica uma estratégia adequada de planejamento e controle. Nós ajudamos você com estes cinco fundamentos:

 

1. Faça um orçamento

Para fazer um orçamento, você não precisa ser o Ministro da Fazenda. Basta destinar um pouco de tempo na criação de uma estrutura de receitas e despesas e adaptá-la às necessidades de cada momento. Esta época do ano pode ser um bom momento para isso. Se você é uma pessoa precavida, não sofrerá com os temíveis gastos do final do ano e pode preparar seu bolso para as férias.

Como no caso de uma empresa ou de um governo, tudo começa por saber quais os desembolsos de cada mês e quanto dinheiro você pode dispõe para isso. Se está familiarizado com as novas tecnologias, você pode usar um computador ou um dispositivo móvel para organizar seu orçamento, baixar um aplicativo grátis da sua instituição financeira ou, se preferir, usar lápis, papel e calculadora para criar um modelo semelhante a este:

Na coluna da esquerda, anote a receita mensal de sua família, incluindo apenas as rendas fixas. Na segunda coluna coloque as despesas, diferenciando as obrigatórias das necessárias e ocasionais.

As despesas obrigatórias são aquelas que você não pode deixar de pagar ou modificar seu valor, isto é, aquelas que se você não paga a tempo colocam em perigo sua estabilidade financeira: é a hipoteca ou o aluguel, as taxas de condomínio ou o pagamento de empréstimos bancários. Quanto às necessárias, são aquelas que você pode reduzir em caso de necessidade, mas não eliminar – ou seja, contas de gás e eletricidade, alimentação, transporte, seguro de automóveis, serviços médicos ou despesas escolares.

Você deve ser o mais honesto possível com você mesmo. Se gosta de sair com frequência ou se é uma vítima fácil das crianças quando vai com elas ao supermercado, deve considerar isso ao fazer a estimativa de gastos.

Não esqueça de organizar suas contas e anotar em um calendário as datas de vencimento dos pagamentos, revisando periodicamente suas contas bancárias para atualizar o modelo de receitas e despesas, se necessário.

 

2. Regra de ouro: que as receitas cubram as despesas... e sobre algo

A regra de ouro para uma boa saúde financeira é que as receitas cubram as despesas obrigatórias e necessárias e que também sobre dinheiro para gastos ocasionais, além de poder economizar. Parece difícil? Não tanto... e também tem recompensa: você vai ver seu “colchão financeiro” crescer em um curto período de tempo para encarar o futuro com tranquilidade.

 

" A solução é gastar menos do que entra no seu bolso"

3. Como criar um fundo de emergência

Para poder comprar um carro, uma casa, fazer uma viagem, pagar os estudos dos filhos ou assumir um imprevisto, você precisa ter um fundo de emergência. Para calcular a quantidade de dinheiro destinado a esta rede de segurança, você deve determinar quanto dinheiro pode precisar de forma urgente para guardar em uma conta bancária com disponibilidade imediata, mantendo-o separado da conta onde você domicilia os recibos ou pagamentos dos cartões.

Não invista em depósitos a prazo fixo ou fundos de investimento garantidos que cobrem uma penalização por retirar o dinheiro antes do vencimento. Você pode escolher um produto bancário sem riscos, comissões e que tenha o máximo de liquidez. Visite seu banco e se informe dos produtos que oferecem liquidez sem renunciar à rentabilidade, por menor que seja, e reserve uma pequena quantia em dinheiro que não suponha um risco excessivo em caso de roubo.

 

4. Estabeleça metas concretas e realizáveis

Toda economia doméstica saudável tem objetivos concretos e realistas. O principal deve ser gerar economia de forma recorrente, ainda que não seja em grandes quantidades, caso as rendas não sejam muito altas. Outro elemento fundamental é controlar os gastos evitando o desperdício, embora você possa se permitir alguns caprichos de vez em quando. Também não é uma questão de se tornar um monge franciscano!

O terceiro objetivo a ser aspirado é eliminar todos os empréstimos, uma vez que o aumento das taxas de juros irá aumentar o custo do refinanciamento de qualquer passivo. Todos os meses, você deve gastar uma parte da sua receita para este fim, bem como preparar a aposentadoria e contratar produtos de proteção para sua família, especialmente se você tiver dependentes.

 

5. Toda a família deve se juntar: o que é seu, o que é meu, o que é nosso

Quando você considera os desafios de uma vida familiar, a questão das tarefas domésticas é muitas vezes levantada, mas quase não há menção à distribuição da gestão do dinheiro. Os membros não precisam pensar o mesmo, mas deve haver uma base de compatibilidade que marque a direção da economia doméstica. Esta época é ideal, aproveitando a volta às aulas e envolvendo seus filhos no processo, ajudando-os a construir hábitos financeiros saudáveis que serão muito úteis no futuro.

Se você seguir todas essas recomendações vai ver como sua segurança financeira familiar irá crescer, investindo em paz de espírito. No final, tudo se resume a uma pergunta que muita gente conhece e vários governos esquecem: a solução é gastar menos do que entra no seu bolso.