Óculos para facilitar a vida de pessoas com paralisia


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Daniel Cuartas desenvolveu um dispositivo visual que permite a pessoas com paralisia ter mais independência

Quando a avó de Daniel Cuartas sofreu um ataque cardíaco, seu neto decidiu utilizar o que aprendera nos dois primeiros anos de Engenharia Mecatrônica para tentar melhorar sua qualidade de vida. Na época, ele conhecia dispositivos que ajudavam pessoas com mobilidade reduzida, mas se lembra que não estavam a seu alcance: “Não tínhamos uma renda alta e não teríamos acesso a eles.”

Por não se conformar com a situação, ele decidiu aplicar seus conhecimentos para criar um dispositivo que permitisse à avó ser mais autônoma. Começou a pesquisar projetos de código aberto e conhecimento compartilhado e acabou construindo uma câmera que seguia a pupila e servia para que sua avó executasse ações básicas: acender a luz do quarto, ligar a televisão ou comunicar-se com outras pessoas.

Esse foi o germe de um projeto maior, que permite a pessoas com mobilidade reduzida se comunicar, navegar na internet e ser mais independentes. Daniel Cuartas sabia que seu objetivo era tornar tais sistemas acessíveis a todo mundo: “A pobreza e a deficiência andam juntas, e não têm sentido que os dispositivos sejam caros.”

O mecanismo é simples: o sistema tem designados uma série de movimentos de pupila que associa a comandos específicos; a câmera os capta e o computador os interpreta para executar a ordem precisa.

Este inventor tem orgulho de que a tecnologia que criou realmente sirva às necessidades das pessoas as quais se dirige. “Todos a recebem com muita alegria, pois em várias ocasiões é a primeira vez que têm um dispositivo que as ajuda com seus problemas”, ele afirma, e diz: “Também foi muito bem recebida por programadores, makers e por toda a comunidade de open source.”

Embora sua origem seja a Colômbia, Daniel Cuartas liberou o manual de instruções de sua fabricação e permite que qualquer pessoa, em qualquer país do mundo, o construa, desde que sem fins comerciais. Até este momento, além do seu país natal, já foi vendido no Brasil, Estados Unidos e Chile, e foi construído na África do Sul, França, Espanha e Cuba.

Daniel Cuartas, reconhecido como um dos Inovadores menores de 35 Colômbia 2013 pela MIT Technology Review em espanhol, define-se também como mágico e aponta a “união da tecnologia e do aspecto social” como a chave para fazer as comunidades prosperarem. Por isso, sua ambição é que estes dispositivos estejam acessíveis e permitam melhorar a vida das pessoas.

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