O chatbot que reúne todo o conhecimento da sua empresa


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Frente à rotatividade dos trabalhadores e à dispersão geográfica, o CEO da Zapiens, Daniel Suárez, criou um robô que armazena todo o conhecimento interno das empresas, para que nada seja perdido e os trabalhadores aprendam com ele

De uns anos para cá, quando queremos saber alguma coisa, nosso primeiro passo é perguntar ao grande amigo Google, este buscador que parece ter a resposta para tudo. Porém, o que acontece quando se trata de uma pergunta profissional que só nossos colegas de trabalho poderiam conhecer? Perguntar um a um não parece ser a solução mais adequada. E se o colega que poderia ter a resposta trabalha na China e você não o conheça? E se ele não estiver mais trabalhando na sua empresa?

Após trabalhar para várias empresas de retaile detectar este problema propiciado pela rotatividade de pessoal, de produtos e de dispersão geográfica, o CEO da start-up espanhola  Zapiens, Daniel Suárez, decidiu criar um “cérebro corporativo” capaz de armazenar o conhecimento interno de cada empresa. “Em uma única sessão de trabalho, descobrimos que 20 pessoas eram capazes de gerar mais de 400 perguntas. E notamos que, com um aplicativo, poderíamos reunir essa informação e torná-la acessível à toda a corporação”, explica Daniel Suárez.

E o nome da empresa não é gratuito: Zapiens vem de sapiens, bem como o nome do robô baseado na aprendizagem automática que eles criaram, Zap. “chatbot vai aprendendo com os próprios funcionários, que recebem breves treinamentos no celular em formato de pergunta-resposta e de vídeos. Em função do que respondam, o sistema averigua quem são, o que sabem e em que áreas são especialistas”, explica Daniel Suárez. Quando o altruísmo e o amor ao conhecimento não são suficientes, o aplicativo utiliza técnicas de gamificação para incentivar seu uso.

Uma vez superada a fase do treinamento, quando o robô adquiriu todo esse conhecimento e conhece os funcionários, ele pode ser utilizado como um buscador convencional: um trabalhador faz uma pregunta e a máquina prevê quem na empresa poderia ter tal resposta. “O Zap se diferencia de outros robôs pois sabe dizer ‘não sei’ e derivar a pergunta ao especialista adequado”, destaca Daniel Suárez.

Por trás do Zap, um robô que pretende ser um colega de trabalho a mais, e que fica guardado no seu celular para o caso de uma emergência, existe inteligência artificial, machine learning e análise semântica. Os dados de melhorias são evidentes: segundo Daniel Suárez, a transmissão de dados aumentou 80% nos programas de formação, cuja frequência também cresce de 10 a 70%.

E conhecimento é valor. Por isso, em última instância, além de preservar o que é gerado dentro das empresas, no Zapiens aspiram poder formar parte de algo maior: uma espécie de enciclopédia global que armazene o conhecimento de todo mundo. Por enquanto, o Zap já está contribuindo com seu grão de

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