Familia

Educação financeira para as crianças: a economia nas primeiras fases da vida

É importante conversar com as crianças sobre o dinheiro de uma forma natural. E explicar que ele é resultado do esforço e do trabalho.

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No Dia da Educação Financeira, o Banco Santander se compromete a promover essa atividade para o desenvolvimento responsável das comunidades. Somente em 2018, mais de 360.000 pessoas se beneficiaram dos programas de educação financeira realizados pela entidade.


A educação financeira como motor do progresso

O Santander acredita que a inclusão financeira é fundamental para reduzir a pobreza, aumentar a prosperidade e contribuir para sete dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pelas Nações Unidas. De fato, a entidade realizou projetos no ano passado que beneficiaram mais de 360.000 pessoas nos diferentes países em que atua.

Fomentar a inclusão financeira é, portanto, uma das principais prioridades do Santander como Banco Responsável, e um motivo – entre outros – pelo qual foi recentemente reconhecido como o Banco mais sustentável do mundo, de acordo com o Dow Jones Sustainability World Index. O objetivo da entidade quanto à educação financeira concentra-se em três eixos específicos: acesso, por meio de tecnologias digitais, como o aplicativo Superdigital no Brasil, Chile e México; financiamento, com concessão de microcréditos, especialmente para empreendedores sociais de baixa renda e provisão de soluções financeiras para pessoas ou famílias em dificuldades econômicas; e resiliência, melhorando o conhecimento financeiro das pessoas, ensinando-as a usar os serviços com eficiência e gerando maior confiança para facilitar a tomada de decisões.

De fato, a entidade estabeleceu o objetivo de empoderar a mais de 10 milhões de pessoas em termos financeiros, por meio de programas de educação financeira, operações de microfinanças e outras ferramentas para fornecer acesso a serviços financeiros até 2025.

Como ensinar educação financeira às crianças

Um dos grupos em que a entidade mais está trabalhando são crianças. O dinheiro faz parte de nossas vidas desde a infância. Ter uma boa economia, economizar ou poder enfrentar despesas faz parte do dia a dia de qualquer pessoa. Portanto, é importante conversar com as crianças sobre dinheiro de forma natural e explicar que ele é resultado do esforço de trabalho.

As crianças tendem a seguir o exemplo de seus pais. Se os pais costumam ser gastadores e não planejam sua economia, é provável que os filhos acabem seguindo o mesmo caminho.  É importante ensinar a eles como administrar o dinheiro, a não comprar de maneira compulsiva, estabelecendo prioridades e diferenciando entre o que é necessário e o que é desejado. Estes são alguns dos desafios que os pais enfrentam quando se trata de educar os filhos sobre questões financeiras. Quando se tornam adolescentes, é recomendável envolvê-los no planejamento do orçamento familiar para que eles entendam os objetivos financeiros comuns.

Como falar sobre dinheiro para uma criança

É impossível que as crianças valorizem o dinheiro se não forem ensinadas sobre isso. A partir dos cinco anos, elas geralmente conseguem entender aspectos financeiros básicos. Há alguns assuntos que merecem ser conversados com elas:

  • Que mamãe e papai precisam trabalhar duro para ganhar dinheiro.
  • Quando somos pagos para fazer um trabalho, o dinheiro é depositado em um banco.
  • Esse dinheiro é necessário para pagar coisas importantes (casa, comida, escola, roupas, lazer …).
  • Toda vez que o dinheiro é retirado do caixa eletrônico, resta menos no banco e, se tudo for gasto, não haverá mais.
  • Ter mais ou menos dinheiro não torna uma pessoa melhor ou pior que outra.

Você pode procurar ocasiões mais favoráveis para essa conversa. Por exemplo, quando vamos a um caixa para sacar dinheiro acompanhados dos nossos filhos, ou quando vamos fazer as compras juntos e, ainda, quando escolhemos o destino de férias.

O valor da mesada

Dar dinheiro semanal ou mensal às crianças é um bom método para elas experimentarem, pela primeira vez, o que é ter independência financeira. No entanto, elas precisam aprender a administrá-lo, pois as atitudes e hábitos de gastos que desenvolvam com essa primeira quantia será difícil de modificar no futuro.

A maneira como o dinheiro é dado depende dos critérios dos pais. Algumas famílias fazem isso semanalmente ou mensalmente, enquanto outras acrescentam um valor por boas notas ou bom comportamento. Porém, devemos lembrar que o objetivo desse método é que eles aprendam a gerenciar bem seu dinheiro e não a trata-lo como forma de recompensa por bom comportamento. Assim, evitaremos que as crianças arrumem o quarto ou se dediquem mais aos estudos somente quando precisarem de dinheiro.

Quanto à quantia, isso dependerá das possibilidades da família, mas dar um valor alto pode incutir maus hábitos. Para começar, é recomendável fazer uma lista das despesas que queremos que as crianças assumam e que variam de acordo com a idade: brinquedos, videogames, livros, cinema, telefone celular. O valor deve considerar essas despesase algo mais para que possam economizar.

Também é muito importante explicar por que a criança recebe o dinheiro, quanto será e quais responsabilidades terá.

Ensinando a economizar

Um dos momentos mais eficazes para começar a ensinar as crianças a economizar pode ser quando elas se apaixonam por algo.  É quando você pode aproveitar a oportunidade para explicar que ela pode comprar com seu próprio dinheiro e que nós estaremos ali para ajudá-la.

Sugestão de um método: peça à criança que anote o que deseja e que coloque o papel em um local visível. Em seguida, podemos ajudá-la a calcular quanto precisa economizar e quanto tempo precisará para chegar no valor necessário. Na primeira vez em que se pensa em economizar para comprar algo, é essencial que tudo corra bem e que o esforço seja recompensado.

Outra dica: esqueça os tradicionais cofrinhos de porquinho. As crianças devem ver como suas economias crescem e para isso é importante que o potinho onde o dinheiro será depositado seja transparente. Dessa forma, ela se sentirá mais motivada.

É recomendável que seus primeiros objetivos sejam facilmente atingíveis em duas ou três semanas. À medida que cresça, se poderão definir prazos mais longos para comprar coisas mais caras. Para evitar ficar frustrado, pode-se propor pequenos trabalhos para ganhar um dinheiro extra.

Sua primeira conta bancária

Praticamente todos os bancos têm contas de poupança e outros serviços específicos para crianças e jovens. De fato, a maioria oferece incentivos, como sorteios, viagens, ingressos para shows ou videogames.

As contas para crianças são caracterizadas por:

• Liquidez total, ou seja, a possibilidade de sacar e depositar dinheiro livremente.

• Sem comissões ou despesas.

• Baixa taxa de juros.

• Os titulares da conta podem ser desde recém-nascidos a pessoas de 25 anos.

Essas contas são muito úteis para que os menores se acostumem a economizar. São contas que têm um caráter financeiro, mas também educativo. Quando você for ao banco com eles, faça com que se sintam importantes, responsáveis ​​e que tentem interagir com os funcionários do banco.

 

 

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