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Crianças e internet: como evitar as compras acidentais

As compras on-line são uma das principais atividades que realizamos através de nossos dispositivos móveis e digitais.

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As novas tecnologias fazem parte de nossa vida e facilitam nossas tarefas diárias: verificar o trânsito, consultar a meteorologia, ver nossa agenda ou fazer compras. Precisamente, as compras on-line são, nesta era da digitalização, uma das principais atividades que realizamos através de nossos dispositivos móveis e digitais. De acordo com os dados coletados no último relatório do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, quase um terço da população espanhola realiza compras pela internet. A Espanha também ocupa o quarto lugar na União Europeia em comércio eletrônico e representa 11% do total de compras, segundo os dados fornecidos pelo estudo do E-shopper barometer realizado por DPD Group e Seur.


Junto com as facilidades fornecidas por esta atividade – como evitar deslocamentos ou o imediatismo da transação e entrega – é preciso ter em mente, porém, o problema de compras feitas acidentalmente por menores sob nossos cuidados ou de nossos filhos. Eles também fazem parte de uma sociedade digitalizada, de modo que o contato com esses dispositivos é habitual e inevitável. Por isso mesmo não devemos proibir sua relação com a tecnologia. Pelo contrário, como pais ou responsáveis, devemos proporcionar uma educação saudável no uso das novas tecnologias e avisá-los de que esses pequenos acidentes podem custar muito caro no final do mês.

Todos os especialistas em digitalização coincidem em uma coisa: proibir o uso das novas tecnologias nas novas gerações é contraproducente e, além disso, antinatural na sociedade em que vivemos. Para isso, uma boa maneira de ajudar as crianças é estabelecer um espaço comum, com um horário limitado, e sempre acompanhando nossos filhos enquanto eles usam aplicativos em nossos smartphones, tablets ou quando navegam pela internet.

A tecnologia como aliada

Além dos métodos educacionais, a tecnologia em si fornece a solução para uma navegação segura e evita descuidos indesejados, como os que analisamos abaixo:

Filtros do navegador

Uma das medidas de controle mais conhecidas são os chamados filtros do navegador, uma ferramenta fantástica para proteger as crianças com até 10 anos de idade. Com esses navegadores pensados para os menores, podemos ter um ambiente 100% seguro com conteúdo adaptado à idade da criança – jogos, vídeos e atividades educacionais. A principal vantagem dessas ferramentas é que elas apenas dão acesso a sites de lista branca com tópicos apropriados e adaptados às necessidades de aprendizagem da criança. Um dos mais populares é o Zoodles, que possui uma opção gratuita e outra premium, com um custo de 7 euros por mês. Ele inclui histórias infantis, controle parental e eliminação de publicidade, o que exclui a possibilidade de compras tentadoras.

Programas de controle parental

Os programas de controle parental também são outra boa opção. Com eles, protegemos os menores do acesso a conteúdo inapropriado ou de efetuar uma compra em espaços onde seja relativamente fácil. Através de uma configuração nos sistemas Windows ou Apple, podemos criar uma conta específica para a criança, onde escolhemos o horário de uso, bloqueamos aplicativos e jogos ou estabelecemos as páginas que consideramos apropriadas para eles, tornando-as acessíveis. Neste caso, o Qustodio é um dos programas de controle parental mais populares, uma vez que é compatível com vários sistemas operacionais. Ele pode ser instalado em computadores e telefones e é gratuito, embora tenha uma versão premium de pagamento com mais funções de proteção.

Motores de busca específicos para crianças

Existem outras medidas eficazes para a proteção dos menores quando se trata de usar a internet: são os motores de busca para crianças. Ainda que configuremos o Google com os programas de controle parental que ele tem por padrão, podemos escolher outros mecanismos de pesquisa, como o Kiddle, Bunis ou Buscador Infantil. A particularidade dessas ferramentas é que todas usam o Google como motor de busca, mas fazem uma filtragem poderosa de todos esses conteúdos inapropriados para os menores.

Medidas para controlar compras em outros dispositivos

Aplicativos

No caso dos dispositivos móveis, como os smartphones, também é possível recorrer à criação de ambientes seguros que permitem escolher os aplicativos apropriados para a criança. É o caso do Kids Place e do Kido’z que, entre outras coisas, bloqueiam chamadas recebidas, conexões sem fio – como o Wi-Fi público – e impedem que nossos pequenos baixem apps e façam compras. No caso do Kids Place, está disponível grátis na Play Store, enquanto o Kido’z pode ser usado de forma gratuita durante uma semana, mas depois deve ser pago, com um custo inferior a 5 euros por mês.

Configuração do smartphone

No entanto, e para obter maior segurança e proteção de nossos filhos, tanto o Windows quanto a Apple têm a opção de desativar a opção de compras para aplicativos específicos, além de poder inserir senhas na seção de configurações, no caso do iOS, e restrições, no caso do Android. Dessa forma, podemos proteger nossa conta bancária de aquisições involuntárias. Mas se não tivermos configurado nossos sistemas em smartphones e tablets e a compra for feita, ambos contam com políticas de reembolso dentro do prazo de 15 dias no caso da Apple Store e por um período mais curto no caso da Play Store.

Controle nas redes sociais

Estas compras, no entanto, nem sempre ocorrem através dos aplicativos de compras dos sistemas operacionais de nossos smartphones ou tablets. As redes sociais têm se somado, pouco a pouco, aos benefícios das compras on-line, facilitando a vida do usuário na hora de adquirir todos os tipos de produtos e serviços.

É o caso do Facebook que, além de estar presente no nosso computador, também viaja conosco em nossos dispositivos móveis. Portanto, também é fundamental configurá-lo para evitar qualquer compra acidental por parte das crianças. Agora, se o erro já ocorreu, o Facebook inclui uma política de devolução de dinheiro sempre e quando aleguemos que a compra foi feita por um menor sem autorização.

A tecnologia está para nos ajudar e pode facilitar a proteção de nossos filhos e proporcionar tranquilidade aos adultos quando se configura senhas e códigos de segurança. Dessa forma, além de criar ambientes mais seguros em nossos dispositivos móveis para evitar compras acidentais por crianças, ambas as partes se beneficiam dos bons momentos e das facilidades que as novas tecnologias oferecem em nossas tarefas diárias.

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