Como economizar na volta às aulas

Existem vários buscadores digitais, e-commerce de segunda mão ou plataformas de trocas, que permitem reduzir a conta de livros e de material escolar.

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Setembro é o mês de voltar à rotina, o que leva ao aumento dos gastos para as famílias que têm crianças. Existem vários buscadores digitais, e-commerce de segunda mão ou plataformas de trocas, que permitem reduzir a conta de livros e de material escolar.


Quando as férias chegam ao fim, é preciso ter cuidado para não acelerar demais, do dia para a noite. Isso é especialmente importante com relação às crianças, que desde o princípio de setembro devem começar a recuperar os hábitos e a se preparar para o novo ano escolar.

Nesse sentido, se deve encarar a volta às aulas como um processo, em que pais e filhos colaborem, a fim de que a aterrisagem seja suave, que tudo esteja pronto para o primeiro dia no colégio e, também, para a economia familiar derivada desse período. É que a volta à escola não tem porque ser vista como um momento de gastos excessivos, mas sim, como um investimento a longo prazo, esperado por todos, e, portanto, planejada.

Uma pesquisa realizada pela Organização de Consumidores e Usuários (UCU) revela que o gasto médio das famílias, no último ano escolar, foi de 1.212 euros, considerando a diferença, entre colégios públicos e privados, de 841 a 4.086 euros. Ainda que a matrícula e as atividades extraescolares consumam a maior parte do orçamento, não devemos esquecer que a compra de livros, material e roupa podem supor um desajuste nas contas familiares, caso não sejam bem planejadas.

Por sorte, existem diversas maneiras de economizar e, é aqui, que o mundo digital pode dar uma mãozinha.

Compartilhar como forma de economizar

Em primeiro lugar, é importante lembrar que a maioria das comunidades autônomas e prefeituras contam com diferentes tipos de bolsas de estudo, entre elas as destinadas à compra de material escolar. Por exemplo, a Comunidade de Madrid estreia, nesse ano, o programa ACCEDE, um sistema de empréstimo gratuito de livros de texto que espera chegar, nessa primeira fase, a 150.000 alunos do ensino obrigatório, priorizando aqueles com menos recursos.  Em algumas escolas de Barcelona, as famílias não têm que comprar o material, mas sim, pagar uma taxa fixa pelo material escolar compartilhado, gerido pelo próprio centro.

Não sendo possível aproveitar este recurso ou acessar as bolsas públicas, a compra on line pode resultar em alguma economia, sempre e quando se faça uma boa busca, não deixe tudo para a última hora, se planeje bem e tenha cuidado com os preços excessivamente baratos.

Pesquisa feita, recentemente, pela Amazon, entre 2.000 famílias espanholas, mostra que mais de 65% já compram livros e material escolar on line, 12,2% mais que no ano passado e 24,3% mais que em 2016. Entre as vantagens citadas, estão a agilidade na compra, o acesso à lista completa de livros e, claro, um preço mais econômico.

Antes de tomar a decisão, é recomendável visitar alguns sites para garantir a melhor escolha. Alguns exemplos:

Comparadores

Da mesma forma que acontece com viagens ou seguros, também existem buscadores que comparam preços de livros, em todas as livrarias digitais.

Comparador da OCU. Permite buscar qualquer livro mediante o código ISBN, ou através de palavras-chaves como o título, o autor ou a editora. Uma vez encontrado, mostra-se o preço disponível em diferentes livrarias e direciona o usuário para finalizar a compra na loja da sua escolha.   

Ahorra en Libros. Também busca através do ISBN ou palavras-chaves e trabalha com as livrarias on line mais importantes. Prima pelo preço, mas, também, pela possibilidade de se comprar todos os livros de uma só vez, o que pode resultar em uma boa economia. Como diferencial, permite enviar a lista dos livros desejados, através do Whatsapp.

Ok Libros. Outro comparador que funciona de maneira similar, mas ainda ajuda na busca. É possível subir a lista de livros, através do computador, ou enviar uma foto com o celular, e eles se encarregam de fazer a pesquisa, a comparação e devolver o resultado, por e-mail.

Segunda mão

Comprando livros de segunda mão se pode chegar a uma economia significativa. Mas é bom ter cuidado com relação a dois aspectos: que a edição seja exatamente a que o colégio pede e que o exemplar esteja em bom estado.

El Giralibro. Um site de compra e venda de livros de segunda mão especializado em livros de texto e que oferece envio gratuito para quem buscar a encomenda diretamente nos Correios. A proposta é estender a vida útil desses livros, através de uma ideia colaborativa: o usuário entrega os livros do curso passado e reserva os do ano escolar seguinte.

Relibrea. Através do buscador é possível encontrar o livro desejado, contatar o vendedor, via formulário, e acordar com ele tanto o preço, como a forma de envio. Conta tanto com livros de texto de todas as etapas, como ficção e romance.

Permuta

Uma prática tão antiga como a permuta se renova graças às novas tecnologias pondo em contato aquelas pessoas dispostas à troca.

Trueque Book. Uma das vantagens desse site é que os usuários podem marcar o colégio para facilitar a troca, tanto com relação à idoneidade dos livros, como quanto à proximidade. Serve tanto para livros, como para material esportivo ou uniformes.

Bookint. Trata-se de uma plataforma para viabilizar a troca de livros por parte dos centros de ensino ou das associações de país e mães. Dessa forma, os colégios aproveitam os recursos de automatização para realizar seus programas de intercâmbio.

Compra responsável

Além dos livros e do material escolar, setembro costuma ser o mês em que se renova o armário, se compra uma nova mochila, se troca o tênis. Em uma época marcada pelo bombardeio publicitário às crianças, através de múltiplas plataformas (já não é só a televisão, mas, principalmente, a internet, redes sociais e influenciadores digitais), pode ser um bom momento para que as famílias trabalhem o conceito de “compra responsável”. Reforçando a importância de se reutilizar e cuidar das coisas, os experts aconselham dialogar sobre o consumo racional, registrar a diferença entre necessidade e capricho e argumentar sobre os motivos pelos quais não se pode comprar determinado produto.

E, como acontece sempre no terreno educativo, é preciso dar o exemplo. Ou seja, os pais devem evitar sucumbir à compra compulsiva e não qualificar as pessoas, segundo a roupa que vestem ou o carro que têm. Caso contrário, a criança chegará à conclusão, rapidamente, que são as posses que determinam o valor de cada um. E, certamente, não há nada menos educativo do que isso.

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