Descubra o futebol em Madri, a pé ou de ônibus

O Estádio Metropolitano, o Santiago Bernabéu ou o antigo Vicente Calderón são as referências mais óbvias que unem a capital da Espanha ao esporte rei.

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O Estádio Metropolitano, o Santiago Bernabéu ou o antigo Vicente Calderón são as referências mais óbvias que unem a capital da Espanha ao esporte rei. Mas ainda têm mais escondidas pela cidade.

Há um lugar em Madri, um único lugar, em que o Real Madri e o Atlético de Madri, os dois clubes históricos e rivais da cidade, estão muito próximos, praticamente grudados. É no bairro de Carabanchel, onde uma esquina, uma simples esquina, serve como limite para duas ruas, a do Real Madrid e a do Atlético de Madrid, que chegam a compartilhar alguns prédios. Talvez seja a mais curiosa, mas não é a única referência de futebol que encontramos na cidade, que sediará a final da UEFA Champions League 2019.

O Banco Santander é, a partir desta temporada e por três anos, patrocinador oficial da mais prestigiada competição de clubes de futebol do mundo. Com este patrocínio, a empresa reforça sua ligação com o esporte, depois de anos apoiando as principais competições de futebol da América Latina, como a CONMEBOL Libertadores e a LaLiga Santander na Espanha. Para a sua presidente, Ana Botín, com este acordo “continuamos a apoiar o esporte porque é mais uma forma de contribuir para o progresso das comunidades onde atuamos”.

Por essa razão, ele se tornará o grande anfitrião de todos os fãs que venham à capital da Espanha, sob o lema “Cidadãos do futebol, bem-vindos à casa“. Para isso, preparou uma série de atividades entre as quais o ônibus do futebol que percorrerá alguns dos lugares mais emblemáticos de Madri, como estádios Santiago Bernabéu e Vicente Calderon, Cibeles ou Netuno, todos os nomes associados com a prática do futebol.

Haverá também o Santander Walking Tours, passeios a pé guiados gratuitos, para conhecer alguns dos cantos onde se respira futebol por todos os lados. Estes passeios que o Banco Santander vai oferecer, em uma data tão especial quanto a final da UEFA Champions League, serão liderados pelos Ambassadors, que vão colaborar para que a estadia desses visitantes seja inesquecível.

A cidade de Madri se orgulha, e com toda razão, de ter um dos melhores sistemas de transporte público do mundo. E dentro dessa excelência, a rede de metrô é a verdadeira joia da coroa. Nesse intrincado mapa de comunicações também existem referências ao futebol. Há alguns anos, a estação que leva ao feudo madrileno, passou a se chamar Santiago Bernabéu, em memória ao lendário presidente do Real Madri.

Precisamente ao lado do estádio branco, na Praça dos Sagrados Corazones, está um dos Work Cafés do Banco Santander. Estes espaços colaborativos, onde se juntam em um único lugar coworking e lanchonete, se tornarão um verdadeiro ponto de referência em informação para os seguidores que venham a Madri. Os outros dois estabelecimentos que estarão abertos durante todo o final de semana estão localizados no número 31 da rua Velázquez e em Valdebebas, a cidade esportiva que o Real Madri tem, no norte da capital.

Avenida Luis Aragonés, a sede do Wanda Metropolitana 

Uma das maneiras mais rápidas para chegar ao Estádio Metropolitano, o novo estádio do Atlético de Madrid que vai sediar a final da UEFA Champions League de 2019, é pela estação de metrô Metropolitano, que foi aberta coincidindo com a abertura do moderno clube vermelho e branco. O estádio encontra-se no número 4 da Avenida Luis Aragonés, provavelmente o nome mais lendário na história do Atlético, tanto pela sua carreira como jogador, quanto pela sua passagem de sucesso pela bancada vermelha e branca.

Apelidado de “Zapatones de Hortaleza”, este bairro ao norte da capital é uma homenagem dupla a um dos seus mais ilustres vizinhos. O centro esportivo municipal atende pelo nome de Luis Aragonés e na rua Mar Cantábrico, onde o mesmo nasceu e viveu. Um monólito homenageia aquele que também foi selecionador espanhol e morreu em fevereiro de 2014.

O Atlético de Madrid acaba de comemorar 116 anos de vida, um a menos que seu principal rival. Há um ano, uma placa recorda a fundação do clube vermelho e branco bem no lugar onde foi criado em 1903, no número 21 da rua De La Cruz. Fundado por um grupo de jovens estudantes de Bilbao, naquelas primeiras décadas foi nomeado Athletic Club de Madrid, até 1947, quando então foi rebatizado oficialmente como Club Atlético de Madrid, após ser Atlético Aviation Club e o lendário Atlético Aviação.

O Bernabéu, um dos locais mais visitados de Madri

O Santiago Bernabéu é já um dos locais mais visitados da cidade de Madrid. Turistas se reúnem no feudo branco para imortalizar-se em um dos estádios mais lendários do mundo do futebol e com as 13 Copas da Europa que fazem do Real Madrid o clube de maior sucesso do mundo. O Estádio Metropolitano, que completará dois anos em setembro, já está começando a ocupar o seu lugar nessa turnê de futebol que movimenta cada vez mais turistas.

De qualquer forma, também vale a pena fazer um tour pelos lugares em Madri onde, em outro momento, jogaram Real Madrid e Atlético de Madrid. O Santiago Bernabéu foi construído em 1947, em um terreno adjacente ao antigo estádio de Chamartín, com capacidade para 15.000 espectadores e no qual o clube branco disputava os seus jogos desde 1924. Nessa altura, o Chamartín de la Rosa, como era chamado, ainda era um município independente da capital e não o atual centro moderno.

A antiga casa do Atlético de Madrid ainda está na memória de todos os seus fãs. Embora as obras de demolição do estádio Vicente Calderón já tenham começado, a impressionante massa construída em 1966 ainda domina as margens do rio Manzanares, ao passar pela capital. Mas antes do Calderón, o coração vermelho e branco se movimentava nas arquibancadas do Estádio Metropolitano. Construído em 1923 em terras pertencentes à divisão imobiliária do metrô de Madri, ocupou um enorme lote no que hoje seria a praça da cidade de Viena, ao oeste da capital, a dois passos da Cidade Universitária. Por causa da sua localização, situado no front da Guerra Civil, durante a guerra foi completamente destruído e não reformada até 1943.

Como demonstração de que esta era outra época, durante os anos de 1946 e 1947, quando o Santiago Bernabéu estava sendo construído, o Real Madrid disputou suas partidas no Estadio Metropolitano,s algo muito complicado de se pensar na era atual.

Uma rua para José María Castell

Nas ruas de Madri não há nenhuma referência a José María Castell, e bem poderia haver uma muito importante, já que ele foi o arquiteto responsável pela construção do Metropolitano, um impressionante trabalho de engenharia que podia acomodar 38.500 espectadores. Apenas alguns meses depois, ele também foi responsável por fazer os planos a partir dos quais foi construído o antigo campo de Chamartín. Sua relação com o Real Madrid vinha de longe, pois foi um dos jogadores mais importantes do clube branco, na segunda década do século XX, vindo a ocupar a capitania do primeiro time em 1914, quando ele tinha apenas 18 anos de idade. Quando morreu, no início dos anos oitenta, José María Castell tinha o cartão número 1 do Real Madrid.

 

 

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