Edifícios verdes para não deixar pegadas

Os chamados “edifícios verdes” desempenham um papel essencial na preservação e cuidado do meio ambiente.

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Os chamados “edifícios verdes” desempenham um papel essencial na preservação e cuidado do meio ambiente. Eles se tornaram um dos grandes objetivos de instituições e empresas, a fim de combater aspectos tão preocupantes como as mudanças climáticas.


Todos nós já ouvimos falar da pegada ecológica, especialmente nos últimos anos devido à grande preocupação com o meio ambiente. Trata-se de um conceito usado para algo tão simples: referir-se ao impacto que nossas atividades diárias têm no planeta, como tomar banho todas as manhãs ou preparar a comida.

Embora pareça complexo, reduzir nossa pegada ecológica pode ser muito simples. Basta com realizar simples ações no dia a dia, como usar mais o transporte público, apagar as luzes quando não necessárias, reciclar o lixo que geramos ou usar produtos frescos sem embalagem. Nada que muitos de nós já não estejamos fazendo.

No entanto, se quisermos dar um passo adiante, podemos estender nossa atitude ao trabalho, tomando medidas responsáveis ​​com o meio ambiente também nesse cenário.

Recursos naturais, fundamentais para se aliarem ao meio ambiente

Quando se trata de impactar positivamente o meio ambiente, as empresas sabem que precisam dar o exemplo e, portanto, devem dar tomar a dianteira. Tratam-se de projetos que algumas delas estão apostando: os edifícios verdes, isto é, aqueles que usam recursos naturais para fazer com que tudo funcione. De acordo com o Spain Green Building Council® (SPAINGBC®), os edifícios são responsáveis ​​por 39% das emissões de CO2, 40% do consumo de energia, 13% do consumo de água e 15% do PIB do ano, na Espanha.

Mais além das organizações e instituições, as empresas são uma peça fundamental dessa luta

É por isso que muitas empresas já começaram a trabalhar, com o objetivo de reduzir a pegada ecológica em suas atividades. Para que um edifício seja classificado como “verde”, ele deve atender aos seguintes requisitos:

  • Deve ser adaptado ao ambiente em que se encontra respeitando sempre o meio ambiente e levando em conta, por exemplo, o trânsito, o ruído ou a luz solar, considerando se está em uma área urbana ou rural.
  • Não se pode usar materiais tóxicos nem contaminantes, como compostos orgânicos voláteis.
  • Deve ser construído de maneira a suprir as necessidades mínimas de climatização e de luz. Que esse mínimo seja sempre proveniente de fontes renováveis, como o sol, o vento ou a água.
  • Em se tratando dos seus habitantes, um edifício verde precisa se concentrar no bem-estar, não apenas da perspectiva do bem-estar, mas também da saúde.

Empresas, como modelo de gestão sustentável

Os que mais podem fazer para minimizar as consequências das mudanças climáticas e preservar o meio ambiente são aqueles que têm o poder e a capacidade de influenciar e educar positivamente a população. As instituições, portanto, desempenham um papel essencial e estão cada vez mais conscientes.

Mais além das organizações e instituições, as empresas são uma peça fundamental dessa luta. Como diz Ana Botín, presidente do Grupo, “as pessoas esperam que as empresas contribuam para o crescimento sustentável e facilitem a transição para uma economia baixa em carbono de maneira responsável“.

Dessa forma, o Banco Santander, consciente da importância de seu compromisso com a sociedade, estabeleceu 10 metas de banco responsável, entre as quais as medidas voltadas à proteção do meio ambiente e à redução de sua pegada ecológica:

  • Garantir que, em 2025, 100% da eletricidade utilizada em todos os seus escritórios seja proveniente de fontes renováveis, sempre quando a fonte de eletricidade na área possa ser certificada.
  • Investir, nos próximos seis anos, 120 bilhões de euros em financiamento verde e 220 bilhões, até 2030.

O compromisso da entidade presidida por Ana Botín com o meio ambiente não é algo novo.

O Banco Santander mede sua pegada ecológica desde 2001 e implementa diferentes planos de eficiência, com os quais conseguiu reduzir significativamente o consumo de eletricidade e as emissões de gases de efeito estufa. De fato, durante a última década, foi nomeado como “o banco mais verde do mundo”, de acordo com o ranking “The World’s Greenest Banks”, preparado pela revista Bloomberg Markets, e como a única marca espanhola entre as 50 mais ecológicas, de acordo com o “The Best Global Green Brands”.

Durante o ano passado, a empresa conseguiu com que todos os seus escritórios e filiais na Alemanha,Espanha e Reino Unido adotassem 100% de energia verde; enquanto que os novos edifícios construídos foram certificados de acordo com as normas internacionais LEED e ISO 14001. Os responsáveis ​​pela entidade consideram que a implementação de um sistema de gestão ambiental nos edifícios “garante um desempenho responsável com o meio ambiente e permite uma melhoria contínua do uso de energia ”. Além disso, essa aposta está alinhada com o compromisso do Banco Santander: a de se situar entre as 10 melhores empresas para se trabalhar, em pelo menos seis das principais geografias em que atua, como forma de ação responsável com seus funcionários.

Paralelamente, o Santander Corporate & Investment Banking foi nomeado banco de financiamento de projetos do ano pelo Project Finance International por investir em iniciativas relacionadas a recursos naturais e eficiência energética. Em 2018, emitiu títulos verdes e sustentáveis​​ no valor de 730 milhões de euros. Além disso, financiou vários projetos relacionados à criação de veículos elétricos e híbridos e sobre agricultura e pecuária sustentáveis.

 

 

 

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