COP25: Os dez dias que poderiam mudar o mundo

Se medidas concretas não forem tomadas com urgência, os impactos das mudanças climáticas poderão levar mais 100 milhões de pessoas ao nível de pobreza, em 2030.

A leitura vai levar 3 minutes

Acontece em Madri uma nova edição da Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, com o forte objetivo de limitar as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera. Fiel ao seu compromisso com a sustentabilidade, o Banco Santander é patrocinador da COP25.


Felizmente, se faz cada vez menos necessário convencer as pessoas de que a mudança climática existe, que ela chegou para ficar. Mesmo ainda a tempo, as possibilidades de amenizar suas devastadoras consequências vão ficando limitadas. Somente isso, já seria motivo suficiente para agir imediatamente. Segundo o Banco Mundial, se medidas concretas não forem tomadas com urgência, os impactos das mudanças climáticas poderão levar mais 100 milhões de pessoas ao nível de pobreza, em 2030, ou seja, depois de amanhã.

Isso deveria bastar para começar a trabalhar e alterar as políticas globais implementadas até o momento. Também, poderíamos falar sobre o derretimento das geleiras, que os furacões serão mais perigosos, que as ondas de calor nos farão suar além dos limites do corpo, ou que certas doenças atingirão níveis até então completamente desconhecidos. Sem mencionar, como alertou a Organização Mundial da Saúde, estar comprovado que as mudanças climáticas causam medo, tristeza e ansiedade nas pessoas.

Mas quando tudo isso começou? Até agora, supunha-se que esse período de aumento excessivo da temperatura e o extremismo de certas condições climáticas haviam começado há cerca de um século atrás. No entanto, um artigo publicado na revista Nature, declara que seu início data de 1830, coincidindo com a Revolução Industrial. As alterações abruptas ocorreram ciclicamente ao longo da história do planeta, mas somente a partir desse momento a mão do homem influenciou de maneira tão decisiva.

Durante o último século, diversos cientistas alertaram que algo sério estava acontecendo, mas não foram levados em consideração como mereciam. Pelo menos não, até o início dos anos noventa. Em 9 de maio de 1992, em Nova York, adotou-se a Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, um acordo que, oficialmente, entrou em vigor no dia 21 de março de 1994. Passados 25 anos – daí o número 25 que acompanha a sigla COP – a data é comemorada em Madri.

Na verdade, sua celebração foi originalmente planejada para acontecer no Brasil, mas, há um ano, o novo presidente, Jair Bolsonaro, anunciou que o país não teria condições econômicas de arcar com a organização desse evento.

Chile se propôs a sedia-lo, conforme anunciado durante a COP24, na Polônia. No entanto, foi desaconselhado devido ao clima de insegurança e pelos protestos que estão acontecendo no país andino. Diante da urgência em se encontrar um novo local onde os principais especialistas do mundo pudessem conversar sobre mudanças climáticas, rapidamente Espanha se prontificou a assumir o compromisso.

A COP25 tem como grande missão estabilizar a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera e limitá-la bem abaixo de 2 graus. Assim, a convenção servirá como um mecanismo para os países participantes concluírem o regulamento do Acordo de Paris, concebido como o primeiro pacto global obrigatório em defesa do clima do planeta e que deve entrar em vigor em janeiro de 2020.

O Banco Santander é um dos patrocinadores oficiais da COP25. Como parte da sua estratégia como banco responsável, Santander se compromete a impulsionar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela ONU. O Banco Santander apoia o desenvolvimento contínuo de energias renováveis​​e acompanha seus clientes na transição para uma economia com baixas emissões de CO2, através de soluções financeiras implementadas para cada caso específico.

O compromisso da entidade em combater as mudanças climáticas se dará através de financiamento ou facilitando a mobilização de 120 bilhões de euros, entre 2019 e 2025, e 220 bilhões, até 2030. Além disso, até 2021, o objetivo é eliminar o uso desnecessário de plásticodescartável, em todos os seus escritórios e edifícios. Até 2025, 100% da energia utilizada deverão ser provenientes de fontes renováveis.

Esses são os objetivos, mas o Santander já pode falar de conquistas em sustentabilidade. Por exemplo, o Banco desenvolveu mais de 250 iniciativas com um investimento de 69,8 milhões de euros, concentrando-se, principalmente, em economia de energia e matérias-primas, redução de resíduos e emissões e conscientização dos funcionários. Além disso, em um ano, conseguiu reduzir o uso de recipientes plásticos em 38% e o uso de papel em 61%.Os copos plásticos de café também foram removidos e as garrafas de plástico nas salas de reunião foram substituídas por outras de vidro. Uma atitude, por menor que seja, é útil para aliviar qualquer problema, por maior que possa parecer.

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Alimentos processados com ingredientes naturais

Enrique González utiliza desperdícios de produtos naturais para criar compostos de alimentos processados com qualidades mais saudáveis que os habituais.

Como as empresas medem seu impacto ambiental?

Atualmente consumimos mais recursos e produzimos mais resíduos do que a capacidade da Terra de assimilá-los.