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Quando somos todos iguais

Nos últimos anos, foram lançados inúmeros programas e iniciativas que advogam pela diversidade de gênero como um mecanismo de progresso.

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A igualdade de oportunidades entre homens e mulheres tornou-se uma prioridade para todos. Nos últimos anos, foram lançados inúmeros programas e iniciativas que advogam pela diversidade de gênero como um mecanismo de progresso. A geração 81 ou Mulheres com S, do Banco Santander, são um exemplo disso


Alcançar a diversidade de gênero é a chave para o sucesso no mundo de hoje“. São as palavras de Ana Botín, presidente do Banco Santander, e uma referência na atual luta pela igualdade de gênero. Uma luta que se intensificou nos últimos anos com a implementação de uma variedade de políticas, iniciativas e programas que buscam o empoderamento das mulheres em uma sociedade cada vez mais justa para todos, independentemente de gênero ou local de nascimento.

Há muitas promessas lançadas, infinidade de políticas e iniciativas e muitas concessões focadas na promoção desses programas. Mas, caberia se perguntar se essa diversidade é real, se todas essas políticas estão sendo implementadas ou se estão sendo jogadas ao vento. Em resumo, se a igualdade efetiva está sendo alcançada entre homens e mulheres, em todos os níveis.

A igualdade de gênero não é apenas um direito humano fundamental, mas a base necessária para um mundo pacífico, próspero e sustentável. É assim que as Nações Unidas a definem, porém reconhecem que ainda há um longo caminho a percorrer.

Dessa forma, de acordo com os dados geridos por esse órgão, atualmente:

  • 1 em cada 5 mulheres e meninas, entre 15 e 49 anos, disse ter sofrido violência física ou sexual, ou ambas, nas mãos de seus parceiros.
  • 49 países não possuem leis que protejam as mulheres da violência doméstica.
  • E, embora tenha havido progresso na proteção de mulheres e meninas contra práticas nocivas, como casamento infantil e mutilação genital feminina, com uma taxa de redução de casos em 30%, “ainda há muito trabalho a ser feito para pôr fim a essas práticas“.
  • Em relação à força de trabalho, em média, de acordo com dados da ONU, as mulheres continuam ganhando, no mundo, 24% menos do que os homens no mercado de trabalho.

Igualdade de gênero, presente nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

É por tudo o que foi mencionado acima que a igualdade de gênero ocupa a quinta posição nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, lançados pela ONU, depois que os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio foram superados. São 17 medidas formuladas para erradicar a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar de todos, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas globais.

Como forma de compromisso para atingir esses objetivos, o Banco Santander definiu 10 metas responsáveis ​​até 2025, que incluem as que visam alcançar os objetivos de igualdade de gênero:

  • Ter entre 40% e 60% de presença de mulheres no Conselho até 2021.
  • Ter pelo menos 30% de mulheres em cargos de gerência em 2025.
  • Atingir a igualdade salarial entre homens e mulheres até 2025.

Para dar grande relevância e peso às mulheres, enfatizando o “S” do plural e transmitindo que há espaço para cada uma delas, nasceu Mulheres com S, um programa lançado pela entidade, presidida por Ana Botín, para promover o talento feminino no campo profissional.

A igualdade de oportunidades entre homens e mulheres é uma prioridade para todo o Grupo Santander, onde mais de 54% da força de trabalho é composta por mulheres. Portanto, existem muitas iniciativas que a entidade presidida por Ana Botín está promovendo com o objetivo de alcançar uma igualdade efetiva entre ambos os sexos, em todos os níveis, dentre as quais se destacam as Mulheres com S e Geração 81.

É exatamente por esse compromisso que o Banco Santander liderou, em 2018, pelo segundo ano consecutivo, o Índice Bloomberg de Igualdade de Gênero. Esse índice, que avalia o desempenho das empresas em termos de igualdade de gênero, é composto por 230 empresas de diferentes setores.

Geração 81: é a hora das mulheres

Para dar grande relevância e peso às mulheres, enfatizando o “S” do plural e transmitindo que há espaço para cada uma delas, nasceu Mulheres com S, um programa lançado pela entidade, presidida por Ana Botín, para promover o talento feminino no campo profissional.

O principal objetivo dessa iniciativa é fortalecer a liderança das mulheres que desejam crescer no campo profissional, seja para ascender a uma posição de direção, empreender seu próprio projeto ou se desenvolver dentro de seu setor. Para isso, busca fornecer a elas recursos e ferramentas em nível pessoal que aumentam sua autoestima e as fazem sentir-se capazes de conquistar seus objetivos pessoais e profissionais.

Extremadura e a Região de Múrcia foram os primeiros destinos desse programa, que nasceu com a vocação de viajar pela Espanha, através do Observatório de Inovação Social. No momento, já existem 300 mulheres que reforçaram seu treinamento por meio desse programa de mentoring.

Essa iniciativa faz parte de algo ainda maior, que representa o compromisso do Banco Santander de estabelecer modelos sólidos que ofereçam a mulheres e homens as mesmas oportunidades de romper estereótipos de gênero: Geração 81.

O nome dessa iniciativa refere-se a 1981, ano em que culminou o reconhecimento da igualdade na gestão financeira, entre homens e mulheres. Inspirado por esse marco, o programa nasceu em março passado para dar visibilidade aos modelos de referência femininos, quebrar estereótipos, contribuir para a formação financeira, promover a carreira profissional e o empreendedorismo feminino.

Uma aposta internacional

Embora as iniciativas mencionadas sejam limitadas à Espanha, fora de nossas fronteiras, pelas subsidiárias do Banco Santander, também há um número importante de projetos que têm a mulher como foco principal.

No Brasil, o Grupo assinou no ano passado com o Banco de Desenvolvimento da América Latina uma linha de crédito para PMEs gerenciadas por mulheres no valor total de 42 milhões de euros. Além disso, possui o Prospera, um programa de microcrédito que beneficiou 65% das mulheres responsáveis ​​por sua unidade familiar, com um empréstimo médio de 600 euros. É o caso da Cleonice, uma brasileira que sempre gostou de costurar e que, graças a essa iniciativa, hoje cria roupas, tem uma loja, uma sala de costura e três funcionários. Nesse caso, Prospera a apoiou na reforma do espaço de trabalho e na compra de mais máquinas, para que pudesse atender seus clientes mais rapidamente.

Essa iniciativa foi escolhida como boa prática pela Rede Brasileira do pacto global para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU em 2030.

Enquanto isso, no México, 91% dos clientes do programa de inclusão financeira Tuiio são mulheres com pequenas empresas, das quais obtêm renda dedicada a atender às necessidades de suas famílias.

Por sua vez, a filial do Grupo na Argentina, Santander Río, lançou o Banco Women, por meio do qual são oferecidos serviços financeiros a mulheres empresárias, donas de PMEs ou profissionais.

Banco Santander, junto com mais de cem bancos, assina os princípios de Banco Responsável para contribuir com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, em seu compromisso por um futuro sustentável e inclusivo.

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