Patrocínios que vão além de uma imagem

Financiar outras atividades é uma das formas mais antigas das empresas se tornarem rentáveis e terem notoriedade.

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Financiar outras atividades é uma das formas mais antigas das empresas se tornarem rentáveis e terem notoriedade. Mais de 70% do investimento em patrocínios vai para o mundo do esporte. O Banco Santander sabe disso muito bem.


Já está tudo criado, mesmo o que consideramos muito moderno. Conhecemos o termo “patrocínio”, já que várias empresas apoiam esportes, ações, eventos de todos os tipos e condições. Mas, em geral, o que não sabemos é que essa relação, antes, sob o conceito de proteção e, atualmente, como financiadora, remonta à própria origem da nossa civilização. Sim, por incrível que pareça, os mercadores gregos já faziam isso e as relações entre os imperadores romanos e os jogos de gladiadores estavam muito próximas do que agora entendemos por patrocínio.

Desde sempre, os empresários mais inteligentes e pragmáticos viam no esporte o cenário ideal para obter desempenho econômico em troca de vincular o nome de suas empresas a atividades lúdicas que já começavam a ser consumidas em massa pelo público. O fato de empresas míticas como Kodak ou Coca-Cola não hesitarem em patrocinar os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, os de Atenas 1896, em troca de exposição dos seus anúncios no programa oficial, apenas prova que essa dinâmica de negócios não é tão moderna como poderíamos pensar. De fato, a Kodak patrocinou os jogos olímpicos até Pequim 2008, após 112 anos de relacionamento ininterrupto, quando, então, a revolução digital surpreendeu o gigante americano.

Estima-se que mais de 70% dos atuais patrocínios estejam vinculados de alguma forma ao esporte, segundo a consultora IEGE. Especialmente, é claro, o futebol, consolidado nas últimas décadas como um fenômeno global. Cabe lembrar que o conhecido patrocínio das camisas dos times de futebol data de 1973. Nesse ano, Eintracht Braunschweig surpreendeu o mundo com o nome de uma empresa estampada em sua equipe. Foi a Jägermeister, uma marca alemã de bebidas, bem conhecida pelos jovens de hoje, que pagou algo equivalente a 30 mil euros.

Na atualidade, a empresa japonesa Rakuten paga 55 milhões de euros ao FC Barcelona, a cada temporada, além de variáveis ​​baseados em títulos conquistados, para que Messi e seus companheiros de equipe exibam seu nome em camisas que são vistas em todo o mundo. E quando se diz todo mundo, não há nenhum tipo de exagero nessa afirmação.

Banco Santander: patrocínios de referência mundial

Para todas as empresas, os patrocínios se tornaram uma ferramenta poderosa e eficiente para consolidar a marca e conectá-la aos públicos que interessem a cada uma.

Como uma das marcas mais conceituadas do mundo, o Banco Santander concentra seus esforços de patrocínio em uma área muito específica. O Banco opta por patrocinar eventos esportivos por causa do vínculo emocional que o esporte tem com as pessoas. No caso do futebol, Santander entende que são transmitidos valores positivos e que a maioria das pessoas tem paixão pelo esporte rei.

Embora o Banco Santander tenha patrocinado a Fórmula 1 por onze temporadas consecutivas, no momento, o foco se concentra, por razões óbvias de rentabilidade e globalização, no mundo do futebol. “Nós gostamos de esportes. O fim de semana, o jogo que assistimos com a família e os amigos, o sentimento pelas cores e o esporte espetáculo. Continuamos apoiando o esporte, porque é mais uma maneira de contribuir para o progresso das comunidades em que operamos”, disse a presidente Ana Botín no momento em que anunciou, em 2018, que o Banco Santander começaria a patrocinar a UEFA Champions League.

Apesar do Banco apoiar o futebol profissional espanhol, com o LaLiga Santander e o LaLiga SmartBank, e a competição máxima do esporte na América do Sul, com o patrocínio da Copa Libertadores, a verdadeira joia da coroa é a UEFA Champions League, a competição de futebol continental mais importante e ambiciosa. Nela estão concentradas as 10 melhores marcas de esportes do mundo e conta com um público de 4.000 milhões de pessoas. De fato, a final, cuja última edição foi sediada em Madri, é o evento esportivo anual mais assistido do mundo, com mais de 160 milhões de espectadores.

Esse importante patrocínio faz parte de uma iniciativa global que o Banco Santander chamou de Football Can. É baseada na ideia de que o futebol é o esporte mais popular do mundo, porque é capaz de ajudar as pessoas a prosperar de uma maneira única. O objetivo é primeiro assumir e depois promover o papel preponderante do futebol como motor do progresso e da mudança social.

O Santander vem realizando uma série de iniciativas. O banco participa do Common Goal, o projeto do jogador espanhol do Manchester United, Juan Mata, em que os jogadores doam 1% do seu salário para iniciativas de solidariedade. Também, colaborou para consolidar a Liga Genuine, que conta com a participação de 30 equipes espanholas formadas por pessoas portadoras de deficiência. E, ainda, fez parte da emocionante aventura da Mahia Macías, a menina uruguaia, uma heroína do futebol no seu país como capitã de um time infantil, que realizou um sonho ao encontrar seu ídolo em Madri.

Estes são apenas alguns exemplos da concepção moderna e global que o Banco Santander deu a conhecer a sua marca, com iniciativas que vão um passo além do patrocínio habitual, aquele que começou há mais de dois mil anos na Roma antiga.

 

 

 

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