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Melhorar o planeta, o compromisso das empresas

O objetivo do Banco Santander é tornar-se referência como banco responsável.

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As empresas estão cientes de que se não causarem um impacto positivo na sociedade, estarão fadadas ao fracasso.


Não há dúvida de que o lucro é o que mantém um negócio vivo. No entanto, há anos, as empresas não levam em conta apenas esse fator como um instrumento para progredir e avançar. Elas estão cientes de que se não causarem um impacto positivo na sociedade, estarão fadadas ao fracasso.

Para destacar o trabalho daqueles que estão comprometidos com políticas sociais e sustentáveis, a revista “Fortune” apresentou o “Ranking Change the World”. Em 2018, as duas únicas empresas espanholas presentes eram o Banco Santander e a Inditex.

Para criar essa lista, quatro fatores são analisados. Primeiro, o quanto as decisões de negócios impactam positivamente a sociedade; segundo, o balanço dos resultados obtidos; terceiro, o grau de inovação social; e, finalmente, o compromisso e a importância dados a esses critérios para crescer.

O Banco Santander é a única instituição financeira europeia presente nesse ranking mundial. Ocupa a posição 56 e foi reconhecida, acima de tudo, por seu papel no setor educacional. Na verdade, é a empresa privada que mais investe dinheiro em educação no mundo, conforme refletido em um relatório da Fundação Varkey em colaboração com a Unesco.

“O ensino superior está treinando os líderes do futuro e queremos apoiar o progresso dos estudantes, os que terão a capacidade de mudar e construir uma sociedade melhor para todos”, diz Javier López, diretor de Impacto Social do Santander Universidades.

A entidade presidida por Ana Botín ajuda mais de 1.200 universidades e centros, em todo o mundo. A maioria deles está na América Latina. A diferença entre a Espanha e a América do Sul é que, em solo espanhol, apenas metade da produção científica depende das universidades e do CSIC, enquanto que lá, os centros universitários são os protagonistas. “As universidades se tornam verdadeiros agentes de mudança e progresso, e desempenham um papel fundamental de responsabilidade e de implicação no desenvolvimento do território”, diz López.

Financiamento e projetos

O objetivo do Banco Santander é tornar-se referência como banco responsável. Em 2018, foram investidos na sociedade 179 milhões de euros, 58 milhões em iniciativas sociais e 121 milhões em universidades, com mais de 73.741 bolsas e ajudas em estudos universitárias.

Quanto à área universitária, a entidade presidida por Ana Botín trabalha sob três eixos fundamentais: educação, empreendedorismo e empregabilidade. O primeiro oferece a oportunidade de acesso à educação para aqueles que não têm recursos, através das Bolsas Iberoamérica, que incentivam a mobilidade internacional, durante um semestre, entre estudantes brasileiros, chilenos, espanhóis; ou o programa Salário Ítaca, promovido pelo Banco Santander com a ajuda da Universidade Autônoma de Barcelona. Destina-se àqueles estudantes em potencial e que desejam entrar na UAB, mas que não podem devido às suas condições econômicas. Essa bolsa permite que eles estudem sem a obrigação conjugar o tempo com um trabalho.

O segundo eixo de ação do Santander Universidades é a promoção do empreendedorismo. Através do Santander X, pretende ser o maior ecossistema de empreendedorismo universitário do mundo.

O último eixo corresponde a projetos que melhoram a empregabilidade dos jovens. Por exemplo, através da Universia, uma plataforma digital de serviços não financeiros para o ecossistema universitário, o Banco oferece serviços de orientação e emprego, com o objetivo de se tornar a referência latino-americana em gestão de jovens talentos.

Além do Banco Santander, o ranking da revista Fortune também destacou outras empresas como Apple, Deloitte, Microsoft, Siemens ou PepsiCo.

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